Escrito a partir do que o aplicativo faz hoje, aba por aba. Cada botão é citado exatamente como aparece na tela. Os capítulos de visão geral dizem o que cada ferramenta faz e o que produz; os guias passo a passo resolvem as dúvidas mais comuns. Se algo não bater com o que você vê, o aplicativo mudou depois deste manual — fale com a gente pelo link no fim da página.
Ao entrar sem nenhum projeto salvo, o BIM Studio abre a página inicial: modelos prontos com a planta em miniatura, ⬆️ Importar um projeto (IFC, DXF, DWG ou .bim3.json), ✨ Começar do zero, os seus projetos recentes e três primeiros passos — cada um com o botão que o executa. Volte a ela a qualquer momento pelo 🏠 ao lado do nome do projeto; a caixa "abrir esta página ao iniciar", no rodapé dela, decide se ela abre sozinha.
O botão Essencial ▾, na barra de cima, escolhe quanto da interface aparece. Essencial mostra o que se usa todo dia: as disciplinas, salvar, importar/exportar, vistas, memorial, planta, folha e compatibilização. Completo mostra tudo — Drone, navegador do Projeto, Automação, Perícia, Parâmetros, Detalhes, BIMcollab e os filtros de exibição (Template, Cores, Fundo, Fases). Nada é apagado ao trocar: só a visibilidade muda, e a escolha fica guardada neste navegador. Quem já tem projeto salvo começa em Completo.
✏️ Desenhar cômodo — clique e arraste na planta. Cada cômodo já nasce com paredes; as paredes entre dois cômodos são compartilhadas.
🧱 Parede — prefere desenhar parede por parede, como no CAD? Clique o início, digite a medida (ex.: 3,50) e Enter; O trava 0°/90°, C fecha o contorno. Paredes que fecham uma região viram cômodo sozinhas. Guia completo em Desenhar parede por parede.
⬚ Selecionar / mover — clique num cômodo, numa parede ou num elemento. O painel de contexto (abaixo da planta) mostra o que dá para editar naquele item.
A barra do pavimento tem pé-direito, espessura da parede e da laje. Cada aba de pavimento tem o seu pé-direito.
3D alterna para o modelo. A barra do 3D tem Estilo ▾, 👁 Exibir e ⬇ Saída (foto, vídeo, maquete).
Ctrl+K abre a busca de comandos: digite o que quer fazer ("cota", "janela", "corte") e a ferramenta certa aparece. Tecla ? mostra os atalhos.
Veja em 2 min 57 s: Tour da interface em 3 minutos: onde fica cada coisa.
Página inicial (🏠 ao lado do nome do projeto): modelos prontos, importar, começar do zero, projetos recentes e os primeiros passos — três, na ordem que leva ao resultado: abrir um modelo (ou desenhar o primeiro cômodo), rodar o cálculo estrutural (que é de graça) e gerar o memorial. Cada passo fica marcado com ✓ depois que você o faz, aqui e no painel da direita. Qualquer aba do ribbon ou botão de trabalho (BIMcollab, desfazer…) fecha a página e mostra o resultado; Esc e × também fecham. Conta, Sugestões, atalhos e Ctrl K abrem por cima dela. Nível da interface (Essencial ▾): Essencial mostra o que se usa todo dia; Completo mostra tudo. Painel da direita: sem nada selecionado mostra a vista ativa, os próximos passos e o que cada clique abre; com um cômodo, parede, móvel ou peça selecionados, as propriedades — entrada (o que você define, editável) e saída (o que o motor calcula, conferível).
Fita de abas no alto: Arquivo, Arquitetura, Terreno / Infra, Estrutural, Elétrica, Hidráulica, Esgoto, o seletor de pavimento, a etapa de projeto (EP/AP/PE) e, à direita, Drone, IFC, Navegador, Biblioteca, Automação, Perícia, Detalhes e Parâmetros. Clicar numa aba abre um menu vertical com as ferramentas daquela aba, agrupadas pelo que você quer fazer (desenhar, inserir, analisar, documentar…). Clicar de novo fecha.
Navegador (na fita de abas, à direita): a árvore do projeto num lugar só — pavimentos, vistas salvas, documentos (memorial, pranchas, planta cotada, cortes), tipos de parede e famílias, apontamentos e levantamentos, com busca no topo. É por onde se troca de pavimento e se abre cada documento sem procurar botão.
Barra da esquerda: as ferramentas da disciplina ativa (o nome dela fica fixo no topo; clique nele para trocar). Centro: Planta, 2D + 3D, 3D, Cortes e Pranchas. Direita: Camadas (cotas, grade, outras disciplinas e papel) e Propriedades do que está selecionado ou do painel aberto. Rodapé: validação do pavimento (verde/erros), a etapa, o contador único de diagnósticos (erros · avisos · a completar, que abre a lista ao clique) e o resumo do projeto (área, paredes, portas, janelas, laje).
É o menu de arquivo do projeto (chamava-se "Início"; a página inicial 🏠 é outra coisa — veja o capítulo 1). No modo Essencial, Template, Cores, Fundo e Fases ficam ocultos; Essencial ▾ → Completo os traz de volta.
| Seção | Botão | O que faz |
|---|---|---|
| Projeto | Modelos | Abre um modelo pronto (casa térrea, sobrado, kitnet, prédio de 4 e 8 pavimentos, loja+residência, galpão, coworking…) para começar editando. |
| Salvar | Guarda agora na conta e cria um ponto no histórico de versões (a gravação automática já guarda cada alteração). | |
| Projetos | Os projetos da sua conta: abrir, mandar para a lixeira da conta (restaurável; os que estão nela contam no limite do plano) e excluir de vez. Novo projeto em branco e Guardar cópia na minha conta (o que está na tela vira um projeto novo — útil para testar uma variação ou guardar um projeto aberto só para revisão). Projetos de uma versão antiga do programa que ficaram guardados só neste navegador aparecem numa lista à parte: o programa pergunta antes de levá-los para a conta, porque num computador compartilhado eles podem ser de outra pessoa. | |
| Novo | Projeto em branco. | |
| Arquivo | Importar | Abre .bim3.json (projeto do BIM Studio — entra na conta como projeto novo), .ifc (Revit, ArchiCAD…) como projeto editável, ou .bcfzip (apontamentos). |
| Exportar · … | Cinco formatos, um por item do menu: .bim3.json (uma cópia do projeto no computador; o projeto continua na conta), Modelo IFC, Planta em CAD (.dxf), Planta de fôrmas (.dxf) e Apontamentos (.bcfzip). Veja o capítulo Exportar. | |
| Vista | 2D 2D + 3D 3D | Layout da área central. Enquadrar recentra o desenho. |
| Template | Conjuntos nomeados de configuração gráfica (detalhe, sólido, cotas, disciplina, fase, problemas) guardados no projeto, para aplicar o mesmo padrão em qualquer vista. | |
| Problemas | Pinta a planta pelas regras (NBR e checks): cômodo com erro em vermelho, aviso em âmbar, conforme em verde. | |
| Cores | Cores por parâmetro (tipo, nome, faixa de área, fase, piso) com legenda desenhada na planta. | |
| Fundo | Planta escaneada (PDF/JPG/PNG) atrás do desenho, calibrada com dois cliques numa distância conhecida, para traçar por cima. | |
| Fases | Filtro de reforma: tudo → existente → demolição (em vermelho) → proposta. | |
| Cotas Grade | Mostrar ou ocultar cotas e grade da planta (as cotas também controlam os rótulos do 3D). | |
| Memorial | Memorial descritivo e de cálculo do projeto inteiro (arquitetura, estrutura, instalações), com hipóteses declaradas. | |
| Planta Folha Compatib. | Planta cotada e mobiliada por pavimento; folha componível A0–A4 com moldura, margem e carimbo (várias vistas na mesma página, cada uma na sua escala); compatibilização Estrutura × Arquitetura × Elétrica. |
Na barra superior ficam ainda ↶ ↷ (desfazer/refazer), BIMcollab, Escritório (quem está com o quê), 📥 (revisões esperando por você), Compartilhar, Conta, Comandos (Ctrl+K), Manual, ⌨ (atalhos) e o tema claro/escuro.
Veja em 1 min 15 s: Arquitetura: cômodo, janela e telhado.
É onde a planta nasce. Os grupos do menu, e o que cada botão faz:
★ Favoritos e 🕘 Recentes ficam no topo da barra da esquerda: botão direito numa ferramenta marca (ou desmarca) como favorita, e as últimas que você usou aparecem sozinhas — só as que existem na disciplina e no nível atuais. Não acha uma função? Buscar ferramenta na barra de cima (ou Ctrl+K) busca pelo nome em tudo: ferramentas, comandos e valores de norma. A barra da esquerda é organizada por frequência de uso, e o campo buscar ferramenta… no alto filtra pelo nome (Esc limpa). No modo Essencial as ferramentas marcadas com ✱ ficam ocultas; Essencial ▾ → Completo as traz de volta.
Com a camada Cotas ligada, o elemento selecionado mostra as distâncias até o que está em volta, em linhas tracejadas com o número no meio. Clique no número, digite e tecle Enter: a peça vai para lá. Esc ou clicar fora descarta; Ctrl+Z desfaz.
Tudo é medido pelo eixo da parede, como a largura e o comprimento do cômodo, e com a mesma precisão de 1 cm. A distância face a face é o eixo menos meia espessura de cada lado. Pela paleta (Ctrl+K), Mover por distância leva direto ao primeiro número.
Veja em 1 min 43 s: Desenhar parede por parede, com medida digitada.
Como dar medida a uma parede, dos dois jeitos: pelo cômodo, clique nele e preencha largura (m) e comprim. (m) no painel da direita — as quatro paredes acompanham; pela parede, desenhe com Parede digitando a medida (passo a passo abaixo).
Quem vem do CAD procura a parede, não o cômodo. Os dois caminhos existem e chegam ao mesmo lugar: Desenhar cômodo arrasta um retângulo que já nasce com as quatro paredes; Parede desenha uma parede de cada vez, com a medida digitada — e quando as paredes fecham uma região, o cômodo nasce sozinho.
3,50 ou 3.5 — e tecle Enter. A etiqueta azul ao lado do cursor mostra o que o Enter vai aplicar. A medida é exata: 3,10 m fica 3,10 m, não cai na grade de 25 cm.Veja em 0 min 43 s: Cotas automáticas, cota livre e cota de nível.
Há dois tipos de cota na planta e cada um se apaga de um jeito.
Elas são derivadas das paredes — a cadeia e os totais são recalculados a cada alteração. Por isso não dá para apagar uma delas sozinha: elas nascem da parede, não são objetos soltos.
O que dá para fazer é ligar e desligar todas: botão 📏 Cotas na barra superior (Mostrar/ocultar cotas na planta). A escolha fica salva no seu navegador.
A mesma ferramenta que cria, apaga. Com a ferramenta ativa, clique em cima da cota existente (no meio dela) e ela é removida — a tela confirma com "cota removida".
| Ferramenta | Cria | Apaga |
|---|---|---|
| 📏 Cota livre | 2 cliques (dois pontos) | 1 clique sobre a cota |
| 📐 Cota angular | 3 cliques (vértice, lado, lado) | 1 clique sobre a cota |
| ⌀ Cota radial | 2 cliques (centro, borda) | 1 clique sobre a cota |
| 📍 Cota de nível | 1 clique no ponto | 1 clique sobre a cota |
Se você marcou o primeiro ponto de uma cota livre e desistiu, Esc cancela.
A convenção é a da norma: o piso do térreo é ±0,00. O terreno e os demais pavimentos são medidos em relação a ele.
Abra 🏔 Topografia (no menu de engenharia/infraestrutura, ou pelo Ctrl+K digitando "topografia"). Há dois jeitos de informar o terreno, sem drone:
A partir disso o aplicativo calcula sozinho a plataforma de equilíbrio (o nível em que corte e aterro se compensam) e, se for o caso, a fundação escalonada. Cada valor sai com a memória de cálculo.
As dimensões do lote ficam em ⛰️ Terreno / lote.
A planta imprime as cotas do terreno no referencial que você escolher e permite declarar onde o piso do térreo está nesse mesmo referencial — em vez de dois zeros no mesmo desenho.
A planta, o corte e a tela passam a imprimir o piso do térreo como +0,60, e o segundo pavimento como +3,52 em vez de +2,92 — tudo no referencial do terreno.
A cota da soleira é rótulo, não geometria. Ela muda o número impresso; não move o modelo, o cálculo estrutural nem o orçamento. Deixe em 0,00 para o comportamento de sempre (térreo = ±0,00).
Dá para arrastar o vão na planta para reposicionar. Uma parede pode ter quantos vãos couberem — sala com duas janelas, porta e janela na mesma fachada.
Sem você declarar nada, a janela nasce com peitoril de 1,10 m e verga de 2,10 m — folha de 1,00 m de altura, que é a janela corrente de dormitório no Brasil (1,20 × 1,00). A verga fica alinhada com a da porta.
O peitoril de 1,10 m é a altura mínima de proteção da NBR 14718: em pavimento elevado o peitoril é o que impede a queda, e peitoril acima de 0,70 m só cumpre esse papel se a altura total chegar a 1,10 m do piso. Quem precisa de outra medida declara no painel da parede — banheiro a 1,50 m, porta-balcão a 0,00 m — e o valor declarado sempre vence o padrão.
O peitoril declarado fica gravado no projeto; o que não foi declarado acompanha o padrão. Ao revisar um projeto, vale conferir o quadro de esquadrias e a área de iluminação dos ambientes.
Veja em 0 min 34 s: A vista 3D: estilos, exibição, saída e corte.
| Menu | Itens |
|---|---|
| Sólido ▾ (estilo) | Sólido / Foco (outros pavimentos translúcidos), 🪆 Boneca (paredes em meia-altura, telhado oculto), 💥 Explodir (axonometria explodida), 🚶 Passeio (andar dentro). Nível de detalhe: Simples, Médio (caibros) e Detalhado (ripas). |
| Exibir | 🏚 Sem telha (madeiramento à vista), 🧊 Sem laje (só na vista), ✒️ Contorno, 🌑 Oclusão, ☀ Sol (estudo solar, abaixo). |
| Saída | 📸 Foto HQ (PNG), 🎥 Vídeo 360°, 🎁 Maquete navegável para o cliente. |
| Corte | Caixa de corte em X, Y e Z, com atalho para isolar o pavimento ativo. |
Clicar num elemento no 3D seleciona e abre o painel dele (cômodo, parede, móvel, ponto, peça do telhado, caixa d'água). O capítulo Ver o interior no 3D mostra o passo a passo.
Sol (menu Exibir do 3D, ou Insolação na aba Arquitetura) liga o estudo e abre o painel; o ✕ do painel, ou Sol de novo, desliga — o item fica marcado no menu enquanto o estudo está ligado. O sol é calculado para o lugar e o norte do projeto (painel do Terreno) — o painel mostra os dois e avisa quando são suposição.
No painel da claraboia de telhado aparece também para que rumo verdadeiro o vidro está voltado (por exemplo, "vidro voltado para NO, azimute 300°").
🧊 Sem laje, no menu 👁 Exibir da barra do 3D, oculta o piso e o teto de concreto para você ver o interior. Clique de novo para trazer de volta.
É só da vista. A laje continua no modelo, no quantitativo, no orçamento e no cálculo estrutural — esconder não é apagar. Quem imprime uma prancha com a laje oculta entrega um desenho que não mostra o que vai ser construído.
Há ainda três outros jeitos de ver através do modelo, úteis em situações diferentes:
✂ Corte (caixa de corte) — fatia o modelo em X, Y e Z. Arraste os limites, ou use ⬒ Pavimento ativo para isolar o andar da aba selecionada; 🏢 Tudo reabre; ✕ desliga. O corte é só da vista: não altera o projeto. Foto HQ e vídeo saem cortados como está na tela.
🪆 Boneca — paredes em meia-altura e telhado oculto, para ver o interior mobiliado. 💥 Explodir — axonometria explodida, com os pavimentos separados.
🏚 Sem telha tira a cobertura e deixa o madeiramento à vista. Também dá para ligar contorno, oclusão e o estudo de sol.
🕳 Abertura na laje é outra coisa: faz um furo real (shaft, duto, poço de luz) que some do concreto do orçamento e vaza a laje no IFC. Não use para "esconder" a laje.
Veja em 0 min 39 s: Terreno, lote e plano diretor.
Lote, terraplenagem e obras de infraestrutura, todas editáveis e com cálculo e orçamento próprios:
No painel do Terreno / lote há o bloco Norte e localização — com ou sem lote criado. Ele alimenta três coisas: o estudo de sol da vista 3D, a orientação das paredes na carga térmica e a rosa dos ventos das pranchas e da planta cotada.
A planta da tela é uma vista de cima, como a implantação: a rua embaixo, o fundo do lote em cima, X para a direita — a mesma orientação do 3D, das pranchas, do DXF e do IFC; com 0°, o norte aponta para cima. A rosa dos ventos aparece no canto da planta na tela, na planta cotada e nas pranchas de implantação e cobertura, sempre girada pelo mesmo norte.
No painel do Lote, abaixo dos recuos, há o bloco Plano diretor. É onde você informa o que a lei da cidade permite naquele terreno: taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, permeabilidade, gabarito, altura, recuos mínimos, área e testada mínimas do lote e vagas por unidade.
Estes números não são norma técnica: são a lei do município, e mudam de zona para zona dentro da mesma cidade. O aplicativo não os adivinha — eles saem da certidão de diretrizes do lote, que a prefeitura emite e que o projeto precisa de qualquer forma.
Enquanto não forem informados, o programa não verifica os índices, e diz isso: o painel mostra um aviso listando o que ficou de fora, e o quadro de dados legislativos da prancha de implantação sai como faixa de referência, avisando que aquilo não é o índice daquele terreno.
Cada índice carrega a sua origem, e ela decide o peso que o número tem:
A razão é simples: um coeficiente tirado de uma lei que foi revogada, impresso no quadro legislativo e assinado, é responsabilidade de quem assina. O aplicativo separa pesquisa de decisão — e a decisão continua sendo sua, com data registrada.
O quadro da prancha imprime a lei, o artigo, a zona, o município e a data de conferência. Havendo qualquer índice ainda em rascunho, ele avisa isso na própria folha.
Informados o lote e os índices da zona, o aplicativo calcula o envelope construtivo — o que a lei permite ali — e passa a mostrá-lo na barra de baixo, ao lado da área e do número de paredes, enquanto você desenha:
📜 projeção 74/150 m² · construída total 77/300 m² · pavimentos 1/2 pav · permeável 113/45 m² (zona ZR3)
É a mesma verificação dos índices, dita como saldo que se gasta em vez de sentença que se recebe no fim. Refazer partido é a parte cara do projeto: o número precisa aparecer enquanto ainda dá para mudar de ideia barato.
E o aplicativo diz quem aperta primeiro. Num lote estreito o recuo lateral pode limitar a projeção antes da taxa de ocupação — 110 m² de retângulo edificável contra 144 m² que a taxa permitiria. Saber qual dos dois governa é o que decide se você muda o partido ou negocia a certidão.
Pelo Comandos (Ctrl+K) ou pelo assistente:
Nenhuma delas funciona sem os índices da zona informados — e todas dizem isso em vez de estimar. Um envelope montado sobre índice chutado daria a sensação de folga que não existe.
O seletor de etapa na barra superior (EP) gradua o que é cobrado. As três primeiras etapas da norma são exatamente o começo do trabalho:
A etapa gradua, não trava: quem quiser desenhar antes de ter a certidão continua desenhando, e o item aparece como pendente, dizendo em que etapa passará a ser cobrado.
O botão Identificar a lei do município procura na web qual é a lei de uso e ocupação do solo daquela cidade, em que ano ela é, onde dentro dela estão os quadros de índices e quais alterações posteriores existem — com o link da fonte oficial. Preenche o campo lei e entra como rascunho: não reprova nada.
O que ele não faz: não traz os índices por zona. Eles vivem em anexo — quadro escaneado, planilha ou mapa — que a busca não consegue ler. Testado em duas cidades de naturezas diferentes, inclusive São Paulo, o resultado foi o mesmo, e o aplicativo prefere dizer isso a devolver um número que ninguém conferiu. Os índices você digita a partir da certidão de diretrizes.
Quanto custa. A busca consome créditos de IA e é um recurso dos planos pagos; toda conta tem uma consulta de cortesia. O painel mostra o preço e o seu saldo antes de você clicar. Duas regras que valem sempre: não encontrou, não cobra; e cidade que já foi consultada por alguém vem do cache, na hora e sem custo.
Informar a lei e os índices à mão continua livre em todos os planos, e o projeto é verificado exatamente do mesmo jeito. O que se paga é o trabalho de procurar — nunca a verificação.
Um escritório que atua sempre no mesmo município pode transcrever o anexo da lei uma vez — todas as zonas com os seus índices — e, a cada projeto, só escolher a zona. A tabela guarda quem a transcreveu e quando, e o aviso lembra de conferir contra a certidão daquele lote: a tabela é a transcrição da lei, não a lei.
id, jusante, comprimento, área(ha), C, cotaMont, cotaJus) — nesse campo os decimais vão com ponto, porque a vírgula é o que separa os campos; use - no jusante do trecho que deságua no exutório. Nas tabelas de resultado os números saem com vírgula, como no resto do sistema.
Tudo o que é inserido aqui aparece no 3D, entra no orçamento e pode ser editado clicando no elemento na planta.
A garagem aparece em dois lugares diferentes, porque são duas coisas diferentes.
Numa casa, a garagem é um cômodo como os outros: insira, nomeie e clique nele. No painel da direita aparece o campo tipo, e a escolha muda o que o programa constrói, desenha no 3D e orça:
Abaixo do campo o painel já mostra o resultado da escolha: quantas vagas cabem, a área de cobertura leve e sobre quantos pilares, o caimento, o passo dos pórticos, a altura livre e a largura do portão. De cada tipo saem também o custo e os quantitativos, e tudo entra no 3D e no orçamento. Se você não escolher, o programa deduz pelo nome do cômodo — “Carport”, “Garagem coberta”, “Vaga descoberta” —, e a escolha explícita sempre vence o nome.
Carport, garagem coberta e vaga descoberta não ficam sob o telhado da casa: ao escolher um desses tipos, o cômodo passa a aberto (sem parede), e o telhado e a laje de cobertura da casa param na parede dela — inclusive os telhados prontos do catálogo. A garagem embutida continua sob o telhado da casa. Garagem com um pavimento em cima não tem cobertura própria — a laje de cima é o teto dela.
O Mobiliar automaticamente põe na garagem a vaga demarcada com o carro, uma por vaga que cabe; onde a vaga inteira de 2,50 × 5,00 m não cabe, só o carro. Entre os modelos prontos há três com garagem: a casa térrea com carport encostado, a casa moderna com garagem coberta solta e a casa térrea com garagem embutida — fechada, no corpo da casa, sob a mesma laje e o mesmo telhado, com o portão de 3,00 m na frente.
Na estrutura, a garagem aberta que não fica sob o telhado da casa nem sob outro pavimento — carport, garagem coberta solta, vaga descoberta — não entra como laje nem como carga da estrutura de concreto da casa: a estrutura dela é o pórtico metálico da cobertura leve. Cada pilar metálico desce numa sapata isolada própria, dimensionada com a carga do pórtico, qualquer que seja a fundação da casa; a tração do vento em cada pilar é conferida contra o peso da sapata e da terra sobre ela. As sapatas aparecem no 3D, no dimensionamento das fundações e no orçamento. A garagem embutida continua na estrutura da casa.
Quando o carport ou a garagem coberta encosta na casa pelo lado comprido, o painel oferece o lado da casa:
Num prédio, a garagem é um nível inteiro, escolhido em 🅿️ Garagem dentro da aba Estrutural:
Um pavimento inteiro pode ser garagem sem ser subsolo nem pilotis — a garagem do 2º e do 3º andar, com os apartamentos acima. Para isso, selecione o pavimento e marque o uso como Garagem: a carga de 3,0 kN/m² da NBR 6120 passa a valer naquele pavimento, as vagas são contadas pela área, o piso e a demarcação entram no orçamento, e a altura livre sob a viga é conferida ali como em qualquer garagem. A estrutura do pavimento não é cobrada duas vezes — ele já é orçado como pavimento.
⚠️ O que o programa não desenha nesse caso é o acesso: a rampa (ou o elevador de veículos) que leva o carro da rua até aquele andar não tem geometria, área nem custo no modelo. O programa avisa em vez de deixar passar. Se você quer a rampa desenhada, use Subsolo ou Pilotis.
O pátio de vagas ao lado da edificação é feito pelo comparador de layouts, que dimensiona o arranjo, reserva vaga acessível e de pessoa idosa e demarca as vagas na planta. Essas vagas são contadas e conferidas — se não houver nenhuma reservada num edifício de uso coletivo, o programa avisa —, mas elas ficam fora da projeção do prédio: não viram nível nem entram no cálculo estrutural. Quando existem os dois, garagem do edifício e pátio no lote, o programa mostra as duas contagens separadas e deixa a soma com você, em vez de apresentar um total que esconde de onde veio.
A carga de garagem usada nas lajes é de 3,0 kN/m², da NBR 6120 Tabela 13, Categoria I — a categoria do veículo de passeio de até 30 kN e até 2,3 m de altura. Veículos maiores (categorias II a V, com cargas concentradas e forças horizontais de impacto em pilar) não são cobertos.
O comparador de layouts dimensiona a mesma área em quatro arranjos — 90°, 60°, 45° e paralela — mostrando quantas vagas cada um rende, a largura de corredor que cada um exige e o custo, e reservando vaga acessível e vaga de pessoa idosa. É por ele que você fixa o arranjo antes de o número de vagas virar compromisso.
Ventilação de garagem enclausurada e exigências do corpo de bombeiros (são Instruções Técnicas estaduais, não norma ABNT), saída de emergência do nível de garagem, raio de giro e trajetória de manobra entre as vagas, e a geometria da rampa em hélice. Duas variações de implantação também ficam de fora: garagem em pavimento intermediário (no 2º ou 3º andar, com o uso acima), porque os níveis de garagem entram abaixo do térreo ou no pilotis; e o estacionamento no lote fora da projeção do prédio, que o comparador de layouts dimensiona e demarca na planta, mas que não vira nível nem entra no dimensionamento da estrutura. Com mais de um subsolo, rebaixamento de lençol freático, contenção em níveis e ventilação mecânica são do projeto executivo — o programa avisa. A lista completa está na própria tela, dentro de Compatibilização.
Varandas possíveis (aba Arquitetura, grupo Inserir) varre o pavimento ativo e lista os lugares onde uma varanda cabe, do maior para o menor, dizendo de onde veio cada um:
Quando a faixa cabe das duas formas, você escolhe o apoio. Num pavimento que recua sobre o de baixo, a mesma frente pode receber uma varanda apoiada sobre os cômodos de baixo — mais rasa, mais barata, sem armadura negativa — ou uma em balanço, mais profunda e com cálculo de laje. A linha apoio da laje mostra as duas profundidades e já vem marcada na apoiada; trocar para balanço muda a lista de modelos, porque o que cabe em 1,00 m não é o que cabe em 1,50 m.
No 3D, a laje em balanço acompanha só a área da varanda: ela segue o contorno dos cômodos do pavimento, não um retângulo em volta de tudo. Numa casa em L não há laje no canto vazio, e uma sacada de 2 m numa fachada de 10 m avança 2 m — não a fachada inteira.
A varanda já nasce com porta. Espaço aberto não tem parede, então a parede do cômodo que dá para a varanda continua sendo parede externa — e o programa poria janela ali. Na inserção ele declara uma porta-balcão de 2,00 m nessa parede. Se aquela parede já tiver porta (a da entrada, por exemplo) ou um vão que você mesmo desenhou, ele não mexe.
Varanda em balanço não é obrigatória. Quando o balanço não passa na conta — laje fina demais, avanço grande demais — a conferência não se limita a reprovar: ela oferece apoiar a ponta em pilares, com o número de pilares que o vão pede (um a cada 3 m, no máximo). E quando o balanço passa, o pilar continua disponível: a caixa pilar de apoio (desce à fundação), no painel do cômodo, liga e desliga a qualquer momento — é decisão de projeto, e às vezes de estética.
O pilar que nasce daí não é enfeite de desenho: ele é o mesmo pilar estrutural que você desenharia à mão, lançado nos pavimentos abaixo da varanda (no térreo, no próprio pavimento, segurando a cobertura). Isso significa que ele entra no pórtico do cálculo como coluna real — recebe carga, dá rigidez, aparece no dimensionamento —, aparece no 3D e é medido no orçamento (concreto e fôrma). Com os pilares no lugar, a laje deixa de ser balanço: ela passa a vencer o vão entre a parede e a linha de pilares, e a conferência passa a dizer isso.
Desligando a caixa, os pilares somem e a varanda volta a ser laje em balanço — com a conta do balanço cobrada de novo.
Depois de inserir, o programa diz o que aquilo provocou, com número e não com adjetivo: se a varanda está em balanço, a conta da laje (NBR 6118) com flecha e armadura; como ficou o lote (taxa de ocupação e recuos, quando há lote e zoneamento); e, num sobrado, se a laje sobre a varanda ficou descoberta no pavimento de cima — o caso em que sobra piso sem guarda-corpo e sem acesso. Quando existe cômodo encostado lá em cima, um botão cria o terraço sobre a mesma área, com guarda-corpo e porta; quando não existe, o aviso diz o que é aquilo: telhado, que pede impermeabilização e caimento, não piso.
Para cada lugar você escolhe o modelo — Varanda, Varanda gourmet, Sacada, Terraço descoberto ou Varanda de serviço — e clica em inserir. Só aparecem os modelos que cabem naquele espaço: com 1 m de profundidade o programa não oferece gourmet, porque não caberia a churrasqueira. O que nasce é um cômodo comum: você arrasta, muda largura e comprimento no painel da direita, renomeia e apaga como em qualquer outro. A varanda entra marcada como cômodo aberto (espaço sem vedação): conta área, piso, carga e cobertura, não vira alvenaria no orçamento e não é cobrada por falta de janela — ela é a abertura.
Quando o pavimento de cima é menor que o de baixo, sobra laje — e essa laje é o teto de um cômodo e, ao mesmo tempo, um piso possível no pavimento de cima. Laje que sobra (terraço/jardim) (aba Arquitetura, grupo Cobertura) acha esses pedaços, agrupa cada um como uma decisão e diz se há como chegar lá: precisa de um cômodo deste pavimento encostado — sala, quarto, cozinha ou escritório. Banheiro e escada não abrem porta para terraço, e o programa não conta os dois como acesso.
São três saídas, e nenhuma é aplicada sozinha, porque as três mudam o uso da laje e, com ele, a carga:
A escada que sobe não é coberta. Escada precisa do vazio de chegada: piso por cima dela é piso que ela atravessa. Ficam de fora da sobra tanto o vazio da escada na laje — inclusive o da escada automática, que é peça do projeto e não cômodo — quanto a área de um cômodo de escada do pavimento de baixo. O terraço nasce ao redor, e aí a própria escada vira o acesso àquele terraço. Pela mesma razão, a sugestão de varanda não oferece faixa sobre a laje em cima de uma escada.
Quando a sobra tem recorte, o cômodo nasce com o contorno inteiro dela — em L ou em U —, que é o que ela é; o guarda-corpo acompanha esse contorno e só nas bordas livres. Se preferir forma limpa, a linha forma oferece só o maior retângulo que cabe dentro da sobra, com os dois números na tela. E quando a sobra é uma rosca — cerca um vazio no meio, como a escada no centro da laje —, só o retângulo é oferecido: um contorno simples não representa buraco, e desenhar um seria mentir sobre a geometria.
O jardim aparece: no 3D ele é desenhado com as duas camadas que tem — o substrato, na espessura que você escolher, e a vegetação por cima —, e na planta o cômodo sai com o acabamento Vegetação / jardim. No orçamento ele entra como cobertura vegetada por m² (vegetação, camada drenante e substrato) mais a impermeabilização da laje debaixo dele; e essa área sai da linha genérica de piso, porque jardim não é porcelanato. A cobertura sem acesso entra só com a impermeabilização, que é o que ela é.
Terraço e jardim nascem como cômodo comum, aberto e sem cobertura — você arrasta, redimensiona e renomeia. A cobertura sem acesso não vira cômodo: fica registrada como área impermeabilizada, que é o que ela é, e não conta como área de uso.
Quando a laje de topo é a cobertura — sem telhado por cima — ela passa a ter uma carga variável mínima, que antes não existia: 1,0 kN/m² para acesso de manutenção e 1,5 kN/m² se houver aquecimento solar ou fotovoltaico instalado (NBR 6120, Tabela 10). É a carga de quem sobe para instalar e manter os painéis, e ela é independente do peso dos equipamentos, que o programa já lançava no permanente. A memória de cálculo diz qual das duas linhas valeu.
Havendo telhado sobre a laje, a regra não se aplica: ali a laje é forro, e a cobertura leve segue o §6.4 da mesma norma. E se o uso declarado do último pavimento já for maior que o mínimo — uma loja com 4,0 kN/m², por exemplo —, ele continua mandando: o mínimo eleva, nunca rebaixa.
Terraço em L, sala desenhada parede a parede, cômodo curvo — todo cômodo com contorno passa a entrar na laje como os retângulos do próprio contorno, e não pela caixa que o envolve. Antes a laje era carregada pela caixa, e a área a mais é de outro cômodo, que também a carrega: a mesma laje entrava duas vezes no pórtico. Num terraço em L de 60 m², a caixa tem 80 m² — a carga variável entrava 33% maior, e parte dela em cima do vizinho.
A decomposição é exata no contorno ortogonal (o caso do terraço em L e das paredes desenhadas na malha) e uma aproximação por escadinha no trecho curvo ou inclinado, tão fina quanto a tesselação do contorno — num círculo de 2 m de raio ela dá 12,55 m² contra os 12,57 m² reais, enquanto a caixa daria 16. A memória de cálculo declara essa hipótese quando o projeto tem cômodo com contorno.
Até aqui o cálculo aplicava uma carga variável para o pavimento inteiro, a do uso declarado em Pavimento. Uma varanda no meio de um apartamento era calculada com 1,5 kN/m², que é carga de dormitório. Agora cada cômodo leva a sua, e o pórtico recebe a carga no lugar onde ela está:
Nos modelos prontos da biblioteca, a correção mudou a carga variável total de 5% a 6% nos quatro que têm varanda — sempre para cima, porque 1,5 era menos do que a norma manda. O reconhecedor de ambientes de clube (academia, salão de festas) continua informando a carga sem aplicá-la sozinho: aquilo é interpretação de nome, e quem assina é quem decide.
Um cômodo chamado Varanda, Sacada ou Terraço ganha automaticamente o guarda-corpo nas arestas que dão para fora — as que não encostam em outro cômodo. Clique nele e o painel da direita traz três campos:
Há ainda a caixa plano avançado (§4.4.2.4), para o guarda-corpo que fica à frente da borda da laje em vez de alinhado a ela. Marcando-a, abrem-se dois números que a norma limita: o avanço, de no máximo 5 cm, e a abertura inferior entre o elemento mais baixo e a borda do pavimento, por onde o gabarito esférico de 9 cm da NBR 14718 não pode passar. Uma abertura de 12 cm reprova o pavimento; 6 cm passa. Desmarcada a caixa, a cláusula não se aplica e o programa não pergunta nada — não existe “avanço” num guarda-corpo alinhado à borda.
Sem escolher, o programa deduz pelo nome — “Varanda gourmet” já vem com os equipamentos e com balaústres. A escolha explícita sempre vence o nome.
Sobre a mureta de alvenaria: a NBR 14718 §4.4.1.2 admite uma altura menor (0,90 m até a face superior) quando a mureta tem espaço interno de no máximo 0,10 m. O programa não aplica essa alternativa, porque o modelo não representa esse espaço — ele adota 1,10 m, que é o lado seguro, e diz isso na memória de cálculo.
O guarda-corpo só nasce onde há queda a proteger: numa varanda de térreo, sem desnível, ele não é gerado nem cobrado.
Tudo que define a forma do telhado está na Arquitetura: Telhado livre (água) para desenhar água por água, Telhado pronto (catálogo) para escolher uma das formas prontas, e Cobertura (telha, beiral, platibanda) para a configuração — forma, material da telha, inclinação, beiral, calha, testeira, platibanda e solar.
O madeiramento — o dimensionamento peça a peça pela NBR 7190 — fica na Estrutural, em aba própria Madeiramento, porque é dimensionamento e não forma. Ele lê a forma definida na Arquitetura: mudou o telhado ali, o madeiramento acompanha.
Com telha metálica, a estrutura é de aço, e as terças de aço aparecem no 3D com a seção dimensionada, assentadas nos nós da tesoura; a caixa d'água as evita como evita a trama de madeira. Quando o beiral largo num telhado muito inclinado deixa a telha, na linha da parede, acima da altura da estrutura, a tesoura assenta sobre um respaldo de alvenaria — que aparece no 3D e entra no orçamento como alvenaria, reboco e pintura da face externa.
Na mesma disciplina, a aba Auditoria confere a cobertura de ponta a ponta e diz, item por item, de onde vem cada apontamento:
O botão Relatório da auditoria (para o cliente) gera uma página pronta para imprimir, com as divergências, os pontos de atenção, as réguas aplicadas e o que a auditoria não cobre. Ela é apoio ao projeto: ligações, ancoragens, contraventamento e treliças de perfil especial continuam com o responsável técnico.
Quando a montagem pode ser melhorada, a auditoria mostra a revisão proposta e o que ela muda — quantos centímetros o telhado sobe para caber a estrutura, quantas tesouras, quanto de madeira e onde fica a caixa d'água — e só aplica no clique em Aceitar a revisão da cobertura; o Ctrl+Z desfaz.
A caixa d'água é posta pela pegada inteira de cada caixa: nenhuma borda toca a telha nem a trama, sobra a folga de manutenção sobre a tampa, e ela fica entre as tesouras e fora das terças — o mais perto possível da prumada. Não havendo lugar sob o telhado, entra o abrigo em alvenaria (no modo Automático).
Num telhado desenhado cujo perfil não é o de duas águas simétricas — assimétrico, mansarda, gambrel, escalonado, com lanternim —, o programa não lança tesoura simétrica, porque ela não descreveria aquela forma: a terça vence entre oitões e paredes, e o aviso no dimensionamento diz por quê.
No telhado escalonado o corpo da frente fica mais baixo que o dos fundos, e o degrau é medido em fração de pavimento, não em metros fixos: “Escalonado” desce meio pavimento e “Escalonado com desnível de pavimento” desce um pavimento inteiro. Assim o degrau acompanha o pé-direito do seu projeto.
Se o degrau pedido não couber — numa casa térrea, um pavimento inteiro deixaria o corpo da frente abaixo do nível do chão —, o programa reduz o degrau até o limite que cabe e diz isso, com o valor pedido, o entregue e a altura do prédio. Para o degrau cheio, o projeto precisa de mais um pavimento.
Nas formas em que um corpo mais alto fica dentro da planta do telhado — o monitor do lanternim, a copa da mansarda e do gambrel —, o telhado de baixo é interrompido sob esse corpo. É o que acontece na obra: ali não há telha, há a parede do lanternim e o rufo. O quantitativo e o orçamento seguem a mesma geometria, então a telha é contada uma vez só.
Isso é diferente da saia de pavimento recuado: ela fica fora da planta do telhado principal e permanece inteira, porque os dois cobrem áreas distintas.
Ao escolher um telhado pronto do catálogo, ele substitui o telhado desenhado anterior e se adequa à planta. Se o projeto estava configurado com platibanda — o murinho de arremate no perímetro — e você escolhe um telhado aparente (águas, tacaniça, piramidal, mansarda…), o programa desliga a platibanda e diz isso na mensagem, com a altura que ela tinha. O motivo é físico: o murinho ficaria em volta do telhado de águas, e o modelo passaria a afirmar duas coberturas ao mesmo tempo.
Se o que você quer é o telhado escondido atrás da platibanda, escolha um tipo da família Plana / escondida — nesses, a platibanda é mantida, porque é a razão de ser do tipo. E se quiser o murinho de volta sobre um telhado aparente, é só religar a platibanda no painel de cobertura; Ctrl+Z desfaz tudo.
No painel Águas pluviais há o campo destino: sarjeta, rede pública de pluviais, infiltração no lote, reservatório de reúso — ou os dois que o programa reprova, rede de esgoto e lançamento sobre a calçada. O sistema separador absoluto proíbe levar chuva à rede de esgoto: além de sobrecarregar o tratamento, faz refluxo nos aparelhos justamente durante a chuva. Lançar sobre a calçada é proibido pelos códigos municipais — vira lâmina d'água e risco de queda.
Enquanto o destino não é declarado, o programa pede a declaração em vez de supor que está certo: supor “vai para a sarjeta” aprovaria em silêncio justamente o erro que a verificação existe para pegar. Declarando reúso, ele passa a cobrar o descarte da primeira chuva, o reservatório exclusivo identificado como não potável e a rede separada da potável.
Claraboia é abertura de iluminação zenital: entra luz pelo teto. No BIM Studio ela é uma peça do projeto, com posição própria — você escolhe onde ela fica, e não só que o cômodo tem uma.
Há dois caminhos para inserir:
Uma claraboia de mercado é a combinação de quatro escolhas independentes, e é assim que o seletor pergunta:
Nem toda combinação existe, e o programa só oferece as que existem. Domo não aceita vidro plano — a calota é peça moldada a quente. Janela de telhado não se hospeda em laje horizontal, e quem a arremata é o colarinho do fabricante, não um contramarco de concreto. Ao trocar a forma, as outras três listas se ajustam sozinhas; se alguma escolha antiga não couber na forma nova, o programa a troca pelo equivalente mais próximo e avisa qual mudou.
Quem já sabe o que vai comprar não precisa responder as quatro perguntas: a lista pronta traz as combinações de mercado com a medida — domo acrílico 60 × 60, domo de policarbonato 100 × 100, domo ventilado, plana em vidro laminado 120 × 120, plana em vidro insulado motorizada, janela de telhado pivotante 78 × 98 e 114 × 118, piramidal 150 × 150.
Ela não é um desenho sobre a cobertura. Entrando no modelo, ela:
Onde ela se hospeda importa. O painel da ferramenta diz, antes de você clicar, em que a próxima peça vai nascer hospedada — e é o projeto que decide isso, não você: numa casa com telhado, a claraboia nasce hospedada no telhado, no plano da água e com o colarinho do fabricante — não sob as telhas. É por isso que a lista de bases muda conforme o projeto: uma base que o hospedeiro não aceita (contramarco de concreto sobre telha inclinada, por exemplo) não chega a ser oferecida. Se você a hospedar em laje plana num projeto que tem telhado, o programa avisa: ali ela ficaria debaixo da cobertura e não receberia luz. O aviso não corrige sozinho, porque pode haver um trecho de laje realmente exposta; ele diz, e a decisão é sua.
Clicando numa claraboia, o painel da direita abre em quatro abas, e a divisão responde a quatro perguntas diferentes:
A aba que você deixou aberta fica guardada: quem passa o dia conferindo desempenho não volta a parâmetros a cada peça que clica.
No botão de tema (o círculo meio sombreado, no canto direito da barra de cima) há também tamanho dos painéis: 90%, 100%, 115% e 130%. Ele aumenta a barra, os dois painéis laterais e o rodapé — e não mexe no desenho.
A diferença importa. O zoom do navegador (Ctrl + / −) aumenta tudo junto, inclusive a planta; em monitor grande o que costuma faltar é o contrário — texto e botões legíveis com o desenho no tamanho que ele é. Para aumentar tudo, continue usando o zoom do navegador; os dois se somam.
A escolha fica guardada neste computador. ⚠️ em janela anônima ela vale só enquanto a janela estiver aberta.
Largura dos painéis. Entre cada painel lateral e a área de desenho há uma alça: arraste para mudar a largura, e dê um duplo clique para recolher o painel inteiro — útil quando você quer a planta ocupando a tela toda. O duplo clique de volta reabre na mesma largura que estava, não no padrão. A alça continua visível com o painel fechado, que é por onde você o traz de volta.
Nas Camadas, à direita, marque Papel para ver a planta como uma folha: fundo branco e toda linha com contraste para imprimir, projetar numa reunião ou mandar por foto.
As cores de cada disciplina continuam as mesmas, só mais escuras onde precisavam — a elétrica continua reconhecível como elétrica, a hidráulica como hidráulica. Toda linha fica com contraste de pelo menos 3:1 sobre o branco, o mínimo que a WCAG pede para elementos gráficos; os textos, com pelo menos 4,5:1. A grade fica clara de propósito: ela é fundo, não desenho.
O que o papel não muda: a espessura das linhas e a prancha. Para imprimir com espessura de pena, carimbo e escala, use Planta (folha). O papel é o que você vê enquanto desenha.
A escolha fica guardada neste computador, e vale para todos os projetos.
A memória de cálculo não sumiu — ela foi para baixo de “ver memória de cálculo”. Cada grupo de números tem a sua: a da geometria, a do peso que chega ao pórtico e a da sucção de vento, cada uma com a conta inteira, as hipóteses e o que aquele motor não faz. Elas nascem recolhidas, e a que você abrir continua aberta na próxima peça. Há um botão copiar em cada uma, porque memória de cálculo que não se copia não chega ao laudo.
O selo “referência”. Transmitância, fator solar e transmissão luminosa saem com essa marca no próprio cartão. Quer dizer: é valor de literatura, não de catálogo de fabricante conferido. A marca fica no número a que se refere. O botão vincular do cartão troca o valor de referência pelo do produto de fabricante que você especificar — e a marca sai dos campos que o produto declara.
O que vai para a obra é um produto, com os valores do catálogo daquele fabricante. Os produtos ficam em dois catálogos, no mesmo painel (Biblioteca → 📦 Produtos de fabricante, ou o botão vincular no cartão da claraboia):
O produto não carrega preço (o orçamento segue na base de preços), e o programa registra a fonte e quem conferiu, mas não valida o documento do fabricante. O revisor designado para um projeto, sem ser membro do escritório, confere os valores copiados no projeto; o catálogo do escritório não aparece para ele.
Em qual água ela se assenta. Num telhado de mais de uma água, cada água cai para um lado — e a claraboia tem de acompanhar a dela. O programa não pergunta isso: ele deduz o plano do telhado que existe, na hora de desenhar. Mova a claraboia na planta e ela se reassenta sozinha, na inclinação e no rumo da água nova; mude a inclinação do telhado e ela acompanha. Não há nada para sincronizar, e por isso não há como ficar desatualizado. O painel da peça mostra o resultado na seção hospedagem — em que plano ela se assenta: em qual água ela está, quantos por cento aquela água cai e para que lado.
Uma claraboia não se assenta em duas águas. A peça é rígida: se ela cruza a cumeeira ou um espigão, não existe posição em que encoste — ou fura a telha de um lado, ou flutua do outro. Isso não é defeito de desenho, é defeito de projeto, e o programa reprova. A correção tem dois caminhos: o botão Reencaixar na água, no painel da peça, procura a posição mais próxima da atual em que os quatro cantos caem na mesma água — e diz quanto moveu antes de você aceitar; ou troque a forma pela claraboia de cumeeira, que foi feita justamente para correr sobre ela. Se a peça for grande demais para qualquer água do telhado, o programa diz isso em vez de encolher a sua claraboia por conta própria.
O contramarco tem campo próprio porque é por ele que a impermeabilização sobe: contramarco baixo é a causa clássica de infiltração em claraboia. Nas formas que têm plano envidraçado há também a inclinação, que é o que escoa a água e faz a autolimpeza do vidro.
A maior parte das formas é intuitiva, mas três merecem atenção porque o programa as trata de um jeito que o desenho não deixa óbvio:
E no exaustor de fumaça o número que vale não é a área da abertura, e sim a área aerodinâmica livre, sempre menor: parte do vão se perde no escoamento pela folha aberta. ⚠️ o coeficiente usado é de referência — o real sai de ensaio do produto, e cada fabricante declara o seu.
A claraboia não é um desenho sobre a cobertura: ela entra nos motores do programa e muda os números deles.
Toda claraboia carrega um selo — verde, amarelo ou vermelho — no painel dela e na lista do painel do cômodo. Clicando na peça, o painel abre a seção conformidade — o que a régua diz, com um cartão por achado: o que reprova, o que é atenção, e a norma (ou a fonte) de cada um. Estas verificações rodam:
E mais cinco, que olham o ambiente e o conjunto:
Quando você sabe a área que quer iluminar mas não quantas peças isso dá, ⊞ Distribuir claraboias (no painel do cômodo) faz a conta: pega a meta de 1/8 da área do piso, escolhe o número de peças e as insere numa malha simétrica, centrada. Em cômodo estreito a peça encolhe sozinha para caber. ⚠️ a meta é de área, que é a régua do código de obras — o programa não calcula iluminância em lux nem fator de luz diurna.
Os achados também aparecem no painel de conformidade do projeto, junto com os das outras disciplinas, com id, severidade e norma.
O verde diz "sem achados nas verificações que rodam", e não "aprovado". Uma verificação está declarada e não roda, e o programa prefere dizer isso a se calar: a classe de estanqueidade e de resistência a vento da esquadria, porque a NBR 10821 não foi lida por ele — e nomear um limite dela seria inventar norma.
Nas pranchas, cada claraboia ganha uma seção de detalhamento com o corte em escala e a lista de subcomponentes. O corte mostra o que a obra precisa ver: o contramarco com chanfro e pingadeira, a impermeabilização subindo por ele com a altura cotada, o calço e a gaxeta sob o fechamento, e o chumbador. Em telhado, o desenho troca o contramarco pelo rufo e contra-rufo, porque ali o arremate é outro.
E cada subcomponente é uma peça medida, não um enfeite de desenho — todos entram no orçamento com quantidade própria:
⚠️ O detalhe diz quantos chumbadores e quanta força cada um recebe — não qual chumbador comprar. E no reforço de borda ele dá o perímetro; a bitola e o arranjo da armadura saem do cálculo estrutural, que o programa não faz. Os preços são cotação de referência: não existe composição SINAPI para nenhum desses itens.
Se o fechamento for em vidro, o programa cobra o que a NBR 7199:2025 §4.5 exige, e que não é escolha do projetista: laminado de segurança com o lado interno classe 1 — o vidro que, ao quebrar, não cai sobre quem está embaixo. A norma nomeia claraboias junto de coberturas e marquises. Domo de acrílico, chapa alveolar e policarbonato não são vidro e não caem nessa exigência. Atenção ao aramado: nesta edição da norma o aramado texturizado deixou de ser classificado como vidro de segurança, e o programa avisa.
Fechamentos que não resistem a impacto de corpo mole — alveolar, acrílico, PRFV — recebem a observação de que pedem proteção contra queda por baixo quando houver acesso de manutenção à cobertura.
A claraboia só é oferecida no pavimento que fica sob a cobertura: o modelo não representa poço de luz atravessando andares. A área entra um por um na iluminação, sem fator de eficiência da luz zenital — o lado conservador, que nunca aprova por causa de um bônus que o município pode não conceder. Transmitância (U), fator solar e transmissão luminosa são valores de referência de literatura, não de catálogo conferido: troque-os pelos do fabricante que você especificar. O programa também não dimensiona a espessura do vidro, não calcula a pressão de vento sobre a peça nem a fixação, e não modela o poço de luz entre a abertura e o forro.
A vista de parede é o desenho central de um projeto de interiores: cada face interna do ambiente, vista de dentro, com tudo o que encosta nela. Ela sai do mesmo modelo da planta — mudou um móvel, uma janela ou uma tomada, a vista acompanha.
A leitura é a das pranchas de interiores: o observador está dentro do ambiente, de frente para a parede, e a vista corre da esquerda para a direita dele. As vistas levam letras (A, B, C…), e a planta-chave de cada ambiente mostra de onde cada uma é vista. Num cômodo aberto (varanda, carport), só o lado encostado numa parede vira vista — a parede da casa vista da varanda, onde entram a churrasqueira e a bancada —, e só o trecho que tem parede é pintado; lado sem parede fica de fora. Ver as vistas na tela é livre; imprimir e salvar em PDF entram na entrega do plano.
No painel do ambiente, 🎨 Acabamentos abre o piso, as paredes, o rodapé e o teto do cômodo, cada um com a medida dele:
Em cada superfície a perda é medida na paginação, não os 10 % de planilha, e o programa avisa quando ela passa da perda usual da peça. A vista de parede mostra a cor de cada face e a faixa de revestimento com as juntas da peça escolhida.
No orçamento: ao mexer em qualquer escolha do cômodo, ele passa a entrar pelas superfícies — o piso pela compra medida (com o rodapé), a parede com peça como revestimento cerâmico de parede e a pintura pelas faces e pelo teto —, no lugar do piso e da pintura genéricos daquele cômodo. Os cômodos em que você não mexeu continuam orçados como sempre. O preço do revestimento de parede e o de peças diferentes do porcelanato 60×60 são de referência: ajuste em Preços.
A aba 📘 Caderno — também em Documentar e no botão do modal de acabamentos — monta o caderno de interiores do pavimento, com capa e carimbo de Projeto de Interiores. Para cada ambiente:
No fim vem o consolidado do pavimento: a lista de compras de revestimento, peça a peça (quanto assenta, quanto comprar e o número de peças — a perda é a medida na paginação), a pintura por cor e o mobiliário por peça. O caderno é especificação e quantidade; os preços estão no orçamento. Ver na tela é livre; imprimir e salvar em PDF entram na entrega do plano. O documento de vistas de parede também sai com o carimbo do projeto.
Selecione uma peça de marcenaria — armário aéreo, balcão, despensa, guarda-roupa, closet, cômoda, estante, painel de TV, gabinete e as outras do catálogo — e o painel mostra 🪚 Marcenaria na medida: largura (L), profundidade (P), altura (A) e altura de instalação, e o número de portas, gavetas e prateleiras. É a peça desenhada na medida do vão — o aéreo de parede a parede, o painel até o forro. A planta, o 3D, a vista de parede e o caderno passam a usar essa medida e essa composição; ↺ Catálogo volta à medida de mercado.
De cada peça saem as peças de chapa (laterais, base, tampo, fundo, divisórias, prateleiras, rodapé, portas e gavetas, com a espessura e a fita de borda das faces à vista) e as ferragens (dobradiças pela altura da porta, corrediças, puxadores, suportes, cabideiro). No caderno, o capítulo Marcenaria junta toda a marcenaria do pavimento num plano de corte só — as chapas se compram para a obra, não por móvel —, com o número de chapas por material, a perda e o desenho de cada chapa. O fundo maior que a chapa vai em partes; porta acima de 2,20 m tem aviso. As espessuras (15 mm na caixa, 18 mm na frente, 3 mm no fundo), a chapa de 2,75 × 1,84 m, o disco de 4 mm e a regra das dobradiças são prática de marcenaria: confira com o seu fornecedor. O plano é simples, por faixas; o otimizador da serraria costuma aproveitar melhor, e por isso a perda do caderno é um teto. A peça marcada comprada pronta (loja, fábrica) continua na planta, no 3D e no caderno, mas sai do plano de corte, das ferragens e do orçamento.
No orçamento, a marcenaria entra como material, sem a mão de obra do marceneiro: as chapas do plano de corte por espessura (MDF 18 mm, MDF 15 mm e HDF 3 mm), a fita de borda e as ferragens. O preço de cada item vem de uma referência de mercado datada — chapas, fita e ferragens cotadas numa distribuidora de madeira em 12/09/2026, e a chapa de MDF conferida no SINAPI — e a linha diz de onde veio. O seu preço, em Preços, sempre prevalece, e a linha passa a dizer que o preço é o seu. Dobradiça e corrediça também têm cotação ao vivo nas lojas.
No painel do ambiente, 👁 Olhar de dentro põe a câmera 3D dentro dele, na altura dos olhos (1,60 m), num canto e mirando o centro; cada clique passa para o próximo canto (o canto reentrante de um L não recebe câmera, e o canto em que o olho cairia dentro de um móvel fica por último). A órbita continua livre, e o 📷 Render salva a imagem da vista. 🎥 Panorama grava um vídeo girando 360° do centro do ambiente e devolve a câmera onde estava.
Selecione um ponto de luz e escolha o modelo: plafon, painel embutido, spot embutido ou de trilho, pendente, arandela, balizador ou fita de LED (por metro). A arandela e o balizador vão para a parede, na altura deles (1,80 m e 0,30 m, ajustáveis), e aparecem na vista de parede e no 3D. Com os modelos escolhidos, o painel do ambiente mostra a iluminância média estimada contra a do uso do ambiente, e o caderno ganha a tabela de iluminação de cada ambiente e as luminárias por modelo. Fluxo e potência são referência de catálogo — vale a ficha do fabricante —, e a estimativa é de ordem de grandeza (o dimensionamento é o da aba Luminotécnica). O modelo não muda a carga do quadro: ela segue o mínimo de iluminação da NBR 5410.
Veja em 0 min 59 s: Estrutural: lançar, analisar (FEM) e entregar.
Estrutura (barra da esquerda) liga o lançamento automático: pilares nos cantos, vigas nas paredes, fundações. Com ela ligada, a planta mostra pilares e vigas, o clique num pilar ou numa viga abre a peça (seção, remover, restaurar, testar na bancada, punção), e o painel da direita tem seis abas: Pré-dim (pilares, vigas, seção típica, balanços de viga e de laje), Cobertura (forma, telha, inclinação, beiral, madeiramento NBR 7190 peça a peça, solar), Fundação (sapata, estaca, radier, baldrame dimensionados do esforço real de cada pilar, com σ admissível declarado), 🅿️ Garagem (subsolo, pilotis, ambos — ver o capítulo de garagem), Reservatório (automático, só superior, superior + cisterna, sem reservatório) e Ações/FEM (vento NBR 6123, sismo NBR 15421, estabilidade, P-Δ, espectro de resposta e o botão Análise FEM).
Na laje, além da flexão (armadura positiva, negativa e de distribuição), o programa verifica a força cortante sem armadura transversal (NBR 6118 §19.4.1): a reação de apoio sai das charneiras a 45° e é comparada com o cortante resistente da laje. O par VSd ≤ VRd1 sai impresso na prancha mesmo quando passa com folga — em laje maciça sobre vigas essa verificação quase nunca é a que manda, e é exatamente por isso que ela precisa estar escrita: quem assina precisa do número, não da omissão. A prancha traz junto τRd, k e ρ₁, e registra que σcp é zero porque o programa não modela protensão na laje.
A Análise FEM sempre verificou o equilíbrio global, o deslocamento no topo (H/1700), o γz e a flecha das vigas (L/250). Até agora esses vereditos apareciam como ✔/✘ apenas dentro do memorial: um projeto com o drift estourado mostrava ✘ enterrado no documento e a aba Conformidade ficava limpa.
Agora eles viram apontamento no painel — EST-001 a EST-006 — com o valor medido, o limite e o que fazer.
⚠️ Só depois de rodar a Análise FEM. Sem ela o painel não diz nada sobre estrutura, de propósito: “não verificado” é diferente de “está certo”, e afirmar aprovação sem ter analisado seria o pior desfecho. A régua 🏗️ O que a estrutura confere mostra os 23 checks e em qual coluna cada um cai.
O EST-001 (equilíbrio) é o único que invalida o resto: se a soma das reações não fecha com a carga, nenhum esforço daquele modelo vale — conserte o lançamento antes de olhar qualquer outro número.
As cinco combinações são 1,4G+1,4Q, 1,4G+1,4Q±0,84W (nas duas direções), 1,0G+1,4W e a de serviço G+0,3Q. Nenhum desses números é escolha do programa:
A NBR 8681:2025 é a norma geral de ações e segurança; para concreto quem dá os valores-base é a NBR 6118 (§11.7), e é dela que o programa lê. Ambas estão no painel Normas, com cláusula e página.
⚠️ A NBR 8681:2003 foi cancelada em 24/09/2025 e substituída pela de 2025. Se você tem laudo ou projeto antigo citando a de 2003, é a norma daquela época que o julga — a aba de vigência registra as duas.
Os guias Pilar, Sem laje e aberturas e Caixa d'água detalham os pontos que mais geram dúvida.
No painel da cobertura (Cobertura (telha, beiral, platibanda), na Estrutural) há o bloco Vento por zona. Em telhado de duas águas simétrico com a cumeeira na maior dimensão (NBR 6123:2023, Tabela 7) e em telhado de uma água com h/b abaixo de 2 (Tabela 8), a sucção do vento vem dos coeficientes de pressão externa por zona, e o programa aplica as duas réguas que a §6.1.1 da norma separa:
cpi é a pressão interna pelo método simplificado (§6.3.2): quatro faces igualmente permeáveis (casa comum), edificação estanque ou duas faces opostas permeáveis; o maior valor do par entra na sucção. Ver zonas na planta e no 3D desenha as zonas de Ce sobre o telhado (e, na planta, as faixas locais tracejadas com o cpe médio). O painel mostra a conta inteira: a, b, h, θ, os coeficientes lidos e os dois Cnet.
O que continua provisório. Telhado de 3 ou 4 águas (a NBR 6123 não traz tabela), assimétrico, desenhado à mão, ou fora das faixas das tabelas (h/b, θ) ainda não tem coeficiente por zona. Nesses casos vale o Cnet global (1,2, editável) multiplicado por um fator de majoração que o responsável técnico informa no mesmo bloco (de 1,0 a 2,0), para estrutura e vedações. O painel, a aba Avisos (como limitação) e os documentos dizem que o valor é provisório.
A carga da laje não se distribui igualmente entre as vigas que a apoiam: cada viga recebe a parcela que a geometria manda. O total fechava, a repartição não: numa casa de referência, a viga mais subcarregada recebia 42% do que deveria e a mais sobrecarregada, 164%. E havia um problema pior: o pré-dimensionamento repartia por proximidade (Voronoi) e o pórtico por metro de viga, então o mesmo pilar tinha carga diferente conforme a tela que você abrisse — variação de 0,33 a 2,05 vezes.
No painel do FEM aparece o método e, se houver, quanto de parede ficou sem viga por baixo — a única parcela que ainda precisa ser rateada, porque não tem caminho estrutural direto. Numa casa térrea típica isso costuma ser a divisória interna: 62 kN de 337, ou 18%. Lançar uma viga sob essas paredes faz o modelo seguir o caminho real, e o aviso desaparece.
No memorial, a seção 3.1 declara o caminho inteiro e a parcela sem viga, para quem for conferir o cálculo.
A carga total do pavimento é a mesma — o peso do edifício não depende de como se distribui. O que a distribuição por charneiras define é onde ela cai: viga que recebe um triângulo estreito da laje carrega menos que a viga do lado maior do painel, e isso aparece no momento, na flecha e na carga que chega a cada pilar. Ao conferir um pré-dimensionamento à mão, use a mesma regra da norma.
Todo apoio é tratado como do mesmo tipo (45°). O ângulo de 60°, que a norma prevê quando um lado é engastado e o outro simplesmente apoiado, exigiria decidir engaste painel a painel — isso é análise de laje, e o programa se declara estudo preliminar. A hipótese sai escrita no resultado.
A seção real vai para o cálculo (o FEM monta a inércia de cada eixo), para a planta, para a prancha de fôrmas, para o DXF, para o IFC, para o orçamento e para o memorial. Rode a 🧮 Análise FEM de novo depois de mudar.
A NBR 6118 §13.2.3 pede 19 cm de dimensão mínima. Entre 14 e 19 cm o pilar é permitido, mas os esforços de cálculo são majorados por γn = 1,95 − 0,05·b (14 cm → 1,25) e a área precisa ficar em pelo menos 360 cm². O painel aplica e declara o γn; um 14 × 25 (350 cm²) reprova pela área, um 14 × 30 passa. A verificação de cada pilar mostra essas duas checagens.
Se a construção não vai ter laje de teto (forro leve, telhado apoiado direto nas paredes), declare isso no pavimento: na barra do pavimento, ao lado da espessura da laje, escolha 🚫 Sem laje (forro / cobertura nas paredes). A escolha vale para o pavimento selecionado na aba.
O que muda: a laje some do 3D, dos cortes e do IFC; o cálculo estrutural deixa de aplicar o peso da laje e a carga de uso nesse nível (telhado e caixa d'água continuam, porque são da cobertura); o orçamento perde o concreto e o aço dessa laje; a prancha estrutural escreve "sem laje de teto" no lugar do detalhamento; o memorial declara a escolha. Rode o 🧮 Análise FEM de novo depois de mudar.
Laje em balanço (sacada, beiral). Quando um cômodo de um pavimento fica fora do apoio do pavimento de baixo (sacada) ou a laje de cobertura avança em beiral, o painel 🏗 Pré-dim mostra a linha 🪜 laje(s) em balanço com o balanço estimado, a espessura, o momento de cálculo, a armadura negativa na raiz e a flecha. A NBR 6118 exige 10 cm de espessura mínima em balanço (§13.2.4.1) e, abaixo de 19 cm, majora os esforços por γn = 1,95 − 0,05·h (Tabela 13.2; 12 cm → 1,35). O memorial repete a conta. É um estudo preliminar com inércia bruta: ancoragem da negativa e contraflecha ficam com o executivo.
🕳 Abertura na laje fura o piso do pavimento onde você desenha (e, portanto, o teto do pavimento de baixo). Serve para shaft, duto, poço de luz e escada. O cálculo desconta a área do furo no peso e na carga de uso desse nível, e a prancha não detalha um painel que está todo aberto.
Furar todos os cômodos do térreo não tira a laje de teto de uma casa térrea: o piso do térreo não é a laje de cobertura. Para isso, use 🚫 Sem laje.
A caixa (ou o conjunto de caixas) fica sempre dentro da projeção do último pavimento, com folga da fachada. Ela nasce sobre a prumada (o primeiro banheiro); se ali não cabe, o programa escolhe a disposição que cabe — fileira, coluna ou grelha (quatro caixas em 2×2 ocupam menos que quatro em fila) — e a desloca o mínimo, dizendo quanto no rótulo do 3D e no painel 💧. Se nenhuma disposição cabe, ele avisa em vez de desenhar fora do prédio: é caso de reservatório de alvenaria.
O bloco azul que aparece sobre o telhado não é chaminé: é a caixa d'água. O aplicativo dimensiona o reservatório sozinho (NBR 5626) a partir dos cômodos que você nomeou como banheiro, lavabo, cozinha, copa, área de serviço ou lavanderia, e desenha a caixa sobre o primeiro banheiro. O peso da caixa cheia entra no cálculo estrutural — por isso ela faz parte do modelo, e não é enfeite.
Clique na caixa no 3D: abre o painel 💧 Reservatório (disciplina 🏗 Estrutural → ferramenta 🏗️ Estrutura), com o volume, o peso e as opções. Com 📏 Cotas ligado, o 3D mostra o rótulo da caixa com volume e peso.
A caixa sai do 3D, do cálculo estrutural (o peso no topo deixa de existir), do orçamento e do memorial, e o painel registra a escolha. A hidráulica dos cômodos continua igual. Atenção: sem caixa no modelo, a pressão nos pontos de água passa a depender da rede pública e não é verificada pelo aplicativo — a simulação hidráulica avisa isso.
Os outros modos: Automático (casa: só superior; prédio: superior + cisterna), Só superior e Superior + cisterna inferior. O campo reserva N dia(s) muda o volume e o peso da caixa.
No painel 💧 Reservatório há o seletor de posição. Ele decide o que a obra vai ter de fazer:
O abrigo entra no orçamento como alvenaria, revestimento nas duas faces, pintura e a tampa em concreto, com as quantidades calculadas do tamanho real do conjunto. A caixa continua apoiada na laje: o abrigo é fechamento, não apoio.
O volume vem da NBR 5626 — população estimada pelos dormitórios, 150 L por pessoa por dia, multiplicado pelos dias de reserva. A forma vem de um catálogo de caixas de polietileno comerciais: diâmetro e altura nominais, não um cubo. É por isso que o painel pode responder 2 × 1000 L em vez de 1 × 2000 L — duas caixas mais baixas cabem no forro onde uma alta não cabe, e o painel diz exatamente esse motivo quando divide o conjunto.
As medidas do catálogo são nominais e variam com a marca: confira o modelo especificado no catálogo do fabricante. Divergindo, declare as medidas reais e o aplicativo passa a verificar por elas.
Reservatórios acima do maior conjunto comercial são de alvenaria ou concreto, com projeto estrutural próprio — o aplicativo avisa e não tenta dimensionar a casa de máquinas.
Veja em 0 min 40 s: Elétrica: pontos, circuitos e quadro de cargas.
O painel Conformidade traz uma régua por disciplina. Cada uma separa os checks em três colunas, e a diferença entre elas é dado do produto, não detalhe:
Hoje: arquitetura 20/22 · estrutura 6/23 · hidrossanitário 3/23 · elétrica 8/24 · telecom 5/9 · terreno/infra 1/20. Vinte e quatro checks do catálogo não são verificados por motor nenhum — e estão nomeados nas réguas, um a um.
Um painel limpo sem essa lista convidaria à leitura errada. O programa prefere dizer o que não olhou.
Iluminação de emergência. A NBR 10898:2023 foi lida, e o aviso passou a trazer os números em vez de só dizer que o sistema é obrigatório. Quem obriga continua sendo a Instrução Técnica estadual do corpo de bombeiros, que prevalece e varia por estado, ocupação e altura — a norma dá o método. Dela vêm: autonomia mínima de 2 h (§4.9 — não a 1 h que muita gente lembra), funcionamento sem intervenção do usuário, 3 lx no piso em corredores, halls e locais de refúgio sem obstáculos, e 5 lx nas escadas, nas mudanças de nível, nos postos de primeiros socorros e junto aos equipamentos de combate a incêndio. O aviso conta as escadas do seu projeto e lembra que cada lance precisa de luz direta, com ênfase nos degraus superior e inferior. O nível vale independentemente da cor da parede, do teto e do leiaute; na dúvida, mede-se com luxímetro ao nível do piso. O programa não faz o cálculo luminotécnico de emergência: não define número de blocos, espaçamento nem fluxo luminoso.
Fotovoltaico. A NBR 16690:2019 foi lida, e o aviso do sistema mudou em três pontos. O DPS não é incondicional: para cabo principal longo (acima de cerca de 50 m) a norma diz “convém”, e aceita como alternativa conduto metálico aterrado, cabo diretamente enterrado ou proteção mecânica com blindagem — cobrar uma peça que a norma não exige é tão errado quanto deixar de cobrar a que ela exige. O “seccionamento sob carga” estava invertido: o §6.5 oferece quatro meios de isolar o inversor de todos os polos do arranjo, e um deles é justamente um dispositivo operável só com ferramenta e marcado “Não desligar sob carga”. E o que faltava: o memorial da análise de risco conforme a NBR 5419-2 deve fazer parte da documentação do projeto (§6.2.6) — o programa passou a pedir esse documento, sem fingir que o calcula. A identificação de geração própria no padrão e a homologação do inversor continuam citadas, mas agora como exigências da distribuidora e do PRODIST/ANEEL, não da norma.
Fundação e prova de carga. A NBR 6122:2022 foi lida no texto oficial. Duas coisas passaram a aparecer no projeto. A primeira: a contagem de furos de sondagem (2 furos até 200 m², 3 até 400 m², mais 1 a cada 200 m²) é da NBR 8036 — a 6122 §4.3 é quem torna a investigação obrigatória e remete a programação à 8036; o apontamento agora diz isso. A segunda: ao dimensionar estacas, o programa avisa quando a prova de carga se torna obrigatória (Tabela 6), o que acontece a partir do número de estacas da obra (50 a 100, conforme o tipo) ou da tensão de trabalho. O aviso traz o mínimo exigido — 1 % das estacas, nunca menos que uma — e diz o outro lado da conta: com duas provas executadas na fase de projeto, a Tabela 1 permite baixar o fator de segurança global de 3,0 para 2,0, e o ensaio costuma se pagar.
Talude e muro de arrimo. A NBR 11682:2009 foi lida no texto oficial, e a leitura mudou o que o programa afirma. As inclinações de referência 1V:1,5H em corte e 1V:2H em aterro, e o limite de 1,50 m de altura para exigir canaleta de crista e de pé, não estão nessa norma — são prática de projeto (manuais rodoviários e códigos municipais), e os apontamentos passaram a dizer isso. O que a norma fixa é o fator de segurança mínimo, que não é um número só: vai de 1,2 a 1,5 conforme dois níveis de risco (danos a vidas humanas e danos materiais/ambientais, Tabelas 1 a 3), e sobe mais 10 % quando os ensaios geotécnicos têm grande variabilidade. Para muro de contenção há régua própria (Tabela 4): tombamento 2,0, deslizamento na base 1,5 e capacidade de carga da fundação 3,0 — e é essa que o dimensionamento do arrimo usa.
É a disciplina com a menor cobertura: 1 dos 20 checks vira apontamento, 10 são aplicados ao dimensionar (talude, camadas de aterro, corte × aterro, barbacãs do arrimo, Método Racional, Manning, permeabilidade, calçada, pavimento, GLP) e 9 ninguém confere:
INF-009 poço de visita — o programa dimensiona a galeria (DN, declividade, velocidade, cotas de fundo) e não posiciona nem verifica os poços nas mudanças de direção, declividade ou diâmetro.INF-010 reservatório de retenção (piscininha) · INF-014 lençol freático alto · INF-017 condução das pluviais do lote — existem como peça que você insere; nada confere se são necessários.INF-006 canaletas de crista · INF-013 rampa veicular · INF-015 assentamento em platô · INF-016 redes enterradas · INF-019 raio de giro de carreta.O catálogo hidrossanitário tem 23 checks. 3 viram apontamento no painel, 13 são aplicados ao dimensionar (declividade, DN da bacia, caixa de inspeção, pressão, reserva, calhas, fossa, colisão) — e 7 ninguém confere. Estes você precisa verificar à mão:
HID-007 — separador absoluto: águas pluviais não podem ir à rede de esgoto. É o de consequência sanitária mais direta.HID-011 — velocidade ≤ 3 m/s. ⚠️ O limite existe na Bancada hidráulica, onde você ensaia um ramal à mão — mas o dimensionamento automático não o verifica.HID-003 fecho hídrico e HID-014 extravasor — existem como peça que você insere; nada confere se estão lá.HID-012 válvula de descarga · HID-015 registro de gaveta · HID-023 reúso de chuva.A régua 🚿 O que o hidrossanitário confere, em Conformidade, mostra as três colunas a qualquer momento.
O programa especifica DPS na entrada do quadro em todo projeto. Isso é adoção conservadora declarada, não exigência automática: a NBR 5410 §5.4.2.1.1 condiciona o DPS a (a) instalação com linha total ou parcialmente aérea e região AQ2 — mais de 25 dias de trovoadas por ano — ou (b) região AQ3.
O programa não sabe se a sua alimentação é aérea nem quantos dias de trovoada tem a região, então especifica do lado seguro e escreve o critério junto, para você enquadrar. A dispensa que a norma admite é estreita: só quando a consequência for estritamente material e o risco for calculado e assumido — nunca havendo risco à segurança ou à saúde das pessoas.
A localização não é "no quadro" por acaso (§6.3.5.2.1): é junto ao ponto de entrada da linha na edificação, ou no quadro principal mais próximo dele.
⚠️ A quantidade (vivos + neutro contra o PE) e a classe são arranjo de prática e catálogo de fabricante — a NBR 5410 não os tabela.
A NBR 5410 §5.4.2.2.1 exige proteção contra surtos em toda linha externa de sinal: telefonia, dados, vídeo, antena externa e ligação com edificação vizinha — nos pontos de entrada e saída da edificação, no DG junto ao BEP ou no BEL mais próximo (§6.3.5.3.1).
O programa não lança nem verifica esse DPS. O check TEL-009 existe para declarar a exigência: é requisito de telecom escrito na norma de elétrica, o tipo de coisa que se perde entre duas disciplinas.
Quando o projeto é de prédio ou galpão e não tem SPDA lançado, o painel avisa. Mas leia o aviso pelo que ele diz: a ABNT NBR 5419-2:2026 §5.4 decide a necessidade de SPDA por análise de risco — compara-se o risco calculado R com o risco tolerável RT e, se R > RT, medidas de proteção devem ser adotadas (§5.4.4). Os valores típicos de RT estão na Tabela 4 (§5.3): 10⁻⁵ por ano para perda de vida humana e 10⁻⁴ para patrimônio cultural — e a autoridade com jurisdição local tem prioridade na definição desse limite.
Ou seja: porte de edificação não é o critério. Uma residência pode exigir SPDA e um galpão isolado pode não exigir — quem decide é o cálculo, que depende da densidade de descargas atmosféricas da região, das dimensões, do uso e do conteúdo.
Este programa não faz essa análise e por isso não conclui nada: o aviso existe para lembrar que ela é devida. Também ficam de fora o nível de proteção, o método de captação e as medidas contra surtos — Partes 1, 3 e 4 da norma, que não foram lidas.
A edição vigente das quatro partes é 2026 (a Parte 2 é a segunda edição, de 10.03.2026, versão corrigida em 02.04.2026). A de 2015 está superada.
A planta elétrica que o programa emite usa a simbologia convencional de projeto elétrico predial. Ela vem da ABNT NBR 5444:1989, que foi cancelada sem substituição em 10/11/2014 — não há norma ABNT em vigor sobre símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.
Por isso a prancha não credita a simbologia a norma nenhuma: diz que é convenção de mercado e informa o cancelamento. Se o seu cliente ou a prefeitura exigir uma simbologia específica, é ela que vale.
O catálogo elétrico tem 24 checks normativos, e eles não são todos da mesma natureza. Abrindo ⚠ Conformidade → ⚡ O que a elétrica confere, o programa mostra as três colunas:
Um painel limpo sem essa lista convidaria à leitura errada. O programa prefere dizer o que não olhou.
A NBR 5410 §5.3.4.1 a) exige IB ≤ In ≤ Iz: a corrente de projeto, o disjuntor e a capacidade do cabo, nessa ordem. A série comercial de disjuntores é discreta (10, 16, 20, 25, 32, 40, 50, 63 A), e existem faixas em que nenhum degrau cai entre a corrente do circuito e a capacidade do cabo. Quando isso acontece, a solução é subir a seção do cabo — é o que o programa faz.
O check ELE-010 acusa qualquer circuito que fique sem disjuntor coordenado. Se você editar seções ou disjuntores à mão, é ele que avisa.
ELE-024 — §9.5.3.2: as tomadas de cozinha, copa, área de serviço e lavanderia ficam em circuitos exclusivamente destinados a elas. Um circuito que misture uma tomada da cozinha com tomadas da sala reprova. A norma nomeia esses locais e não o banheiro.
ELE-006 — §9.5.3.1: todo ponto com corrente acima de 10 A constitui circuito independente. A régua é a corrente, não o nome do aparelho: 1500 VA passa de 10 A em 127 V e não passa em 220 V.
Os dois valem para o projeto como ele está, inclusive depois de você mover pontos entre circuitos à mão — não é uma marca que o gerador deixa, é uma verificação do desenho.
Ocupação do eletroduto (alínea a): 53% com um condutor, 31% com dois e 40% com três ou mais. São três taxas e não uma — dois condutores num eletroduto dimensionado a 40% podem exigir um diâmetro abaixo do que a norma admite.
Trecho contínuo sem caixa de passagem (alínea b, check ELE-023): 15 m em trecho interno e 30 m em externo, reduzidos em 3 m por curva de 90°. O limite não é de corrente nem de seção: é de puxamento — o cabo é enfiado depois, e trecho longo demais não passa. Por isso o conserto é abrir uma caixa de passagem no meio, nunca aumentar o eletroduto.
O limite vale para o trecho entre duas caixas, não para o comprimento do circuito: cada tomada e cada interruptor já é uma caixa. Uma casa térrea comum não dispara este aviso; ele aparece em vãos longos, garagens e pavimentos corridos.
Até agora as normas de telecom só dimensionavam as folhas; nenhum apontamento chegava a Conformidade. Agora há 8 checks (TEL-001 a TEL-008), e a régua 📡 O que o telecom confere mostra quais rodam.
⚠️ A NBR 14565 é norma de edifício comercial e não cobre residência: os checks que dependem dela só falam quando o uso do projeto é comercial.
⚠️ A área de 81 m² por detector vale nas condições de cobertura plena da NBR 17240 — ambiente livre, pé-direito até 8 m, teto plano ou com vigas de até 0,20 m. Fora delas a área por detector reduz, e o programa não calcula essa redução: o aviso diz isso em vez de aprovar calado.
Veja em 0 min 54 s: Hidráulica e esgoto: aparelhos, ramais e verificação.
A caixa d'água que aparece no 3D é dimensionada aqui e no painel 💧 Reservatório da Estrutural: veja o capítulo da caixa d'água.
Num empreendimento multi-torre, cada torre recebe o seu reservatório superior e há uma cisterna comum na base que soma o consumo — veja Empreendimento multi-torre.
Veja em 0 min 54 s: Hidráulica e esgoto: aparelhos, ramais e verificação.
Num empreendimento multi-torre, cada torre tem os seus tubos de queda e o coletor predial soma a UHC de todas — veja Empreendimento multi-torre.
Planta elétrica. Na disciplina ⚡ Elétrica, lance os pontos e circuitos (ou use "gerar elétrica automática") e clique em 📄 Folhas (planta elétrica + quadro). O documento abre com a planta elétrica na primeira página: os pontos com simbologia (luz no teto, tomada baixa/média, TUE, interruptor, chuveiro, quadro), o número do circuito ao lado de cada ponto, os eletrodutos na cor do circuito com "C n Ø" (número e diâmetro em mm), legenda e a tabela dos circuitos. Depois vêm o quadro de cargas, o diagrama multifilar e a lista de materiais.
Para ver o caminho dos eletrodutos na tela, sem gerar documento, use 🧵 Eletrodutos e ligue "desenhar as rotas dos eletrodutos no 2D/3D".
Isométrico de água fria (e quente). Na disciplina 🚿 Hidráulica, lance os aparelhos e os ramais e clique em 📄 Folhas (isométrico + coluna). O documento traz o quadro de ramais, o esquema vertical da coluna e o isométrico: reservatório, coluna na prumada, ramais a 2,20 m do piso pelo percurso de cada ramal (o traçado manual, quando você desenhou; senão o automático), descidas até a altura de cada aparelho, DN da coluna e dos ramais. Água quente sai em vermelho tracejado.
É um isométrico de estudo: registros, conexões e cotas do executivo ficam com o projeto hidráulico, e o desenho diz isso no rodapé.
Por padrão, as rotas automáticas ligam os pontos em linha reta (e cruzam cômodos em diagonal). Para trechos em L, paralelos às paredes, ligue ↳ traçado ortogonal (pelas paredes) no painel 🧵 Eletrodutos ou no painel 🩹 Tubulação. É uma opção do projeto e vale de uma vez para eletrodutos, água e esgoto: o desenho, a planta elétrica, o isométrico, o IFC e as metragens de cabo e tubo passam a usar o traçado em L, com o cotovelo que cruza menos paredes. Rotas que você desenhou à mão não mudam.
As folhas de instalações abrem com a planta da disciplina por pavimento — o desenho que vai para a obra, sobre a mesma planta cotada da arquitetura. Nada é recalculado para desenhar: os símbolos vêm dos pontos que você lançou, os diâmetros e declividades vêm dos quadros já calculados, e as rotas são as mesmas do 2D (cadeia ponto a ponto ou traçado ortogonal, quando ligado).
| Planta | Símbolos | Rótulos e fontes |
|---|---|---|
| Hidráulica (água fria e quente) | Aparelho = círculo com sigla (LV lavatório, VS vaso, CH chuveiro, PI pia, TQ tanque, ML máquina, BD bidê, TJ torneira de jardim) na cor do ramal; ramal frio azul cheio, ramal quente vermelho tracejado; coluna AF na prumada. | “nome DN” por ramal e “coluna DN” pelo método dos pesos (NBR 5626 — quadro de ramais). Legenda com contagem e quadro com Σpesos, Q, DN e comprimento. |
| Esgoto, ventilação e pluvial | Ponto = círculo com sigla (VS, LV, CH, PI, TQ, ML, BD, MI; ralo = círculo com X); ramal marrom com seta no sentido do tubo de queda; TQ na base da coluna; CI (caixa de inspeção) ao lado da base, no térreo; CV = coluna de ventilação; AP = condutor pluvial. | “DN · i%” por ramal e “nome DN” por tubo de queda, ambos da NBR 8160 (quadro de ramais e ΣUHC). Cozinha na rede gera o aviso de caixa de gordura. |
| Telecom, dados e alarme | R ponto de rede, TV, C câmera (triângulo), F detector de fumaça (com o círculo de cobertura de 6,30 m — NBR 17240), A acionador, RK rack, CA central de alarme, CI interfonia; cabos tracejados em estrela até o rack/central (UTP azul, coaxial roxo, alarme laranja; vermelho quando passa dos 90 m do canal permanente — NBR 14565). | Quadro de pontos por pavimento; cabos por família com metros e quantos excedem; equipamentos em duas colunas — lançado na planta e por critério da NBR (1 ponto por ambiente de permanência, câmera por ~120 m², detector por 81 m²) — e a diferença declarada (“faltam 1”, “2 a mais”). |
A posição da caixa de inspeção é indicativa (a NBR 8160 pede CI na base do tubo de queda e nas mudanças de direção); registros, conexões, caixas de passagem, caixa de gordura, cotas de fundo, perfil do coletor e certificação da rede de dados são do projeto executivo. As rotas são estimativas de infraestrutura, não o caminho fino da obra.
No memorial (Início → Memorial), a seção 2.6 passa a declarar também água quente, águas pluviais, telecom (lançado × critério) e irrigação, quando o projeto tem esses dados.
O programa posiciona cada dispositivo, calcula a cota de fundo de cada trecho e desenha o perfil longitudinal — que é o que a própria NBR 8160 pede na documentação básica (§4.5: planta do pavimento inferior com o coletor, os dispositivos de inspeção e as cotas do lançamento).
| Regra | Cláusula | O que o programa faz |
|---|---|---|
| Caixa na base de cada tubo de queda | §4.2.6.2 | Uma caixa por prumada, ao lado dela |
| No máximo 25,00 m entre dispositivos de inspeção | §4.2.6.2 a) | Insere caixas intermediárias e diz por quê |
| No máximo 15,00 m da ligação pública ao dispositivo mais próximo | §4.2.6.2 b) | Reserva o último intervalo em 15 m |
| Em prédio com mais de dois pavimentos, caixa a pelo menos 2,00 m do tubo de queda | §4.2.6.2 | Afasta a caixa automaticamente |
| Caixa de inspeção tem profundidade máxima de 1,00 m | §5.1.5.3 | Passando disso, a peça vira poço de visita (1,10 m de lado, com degraus) e é marcada em vermelho |
| Coletor predial com diâmetro mínimo DN 100, dimensionado pela Tabela 7 | §5.1.4.1 | Corrigido em 04/09: antes o coletor usava a tabela do tubo de queda e podia sair DN 75 |
Veja em 1 min 20 s: Empreendimento multi-torre: cada torre calculada, e onde as disciplinas se somam.
Um empreendimento tem várias torres sobre um embasamento comum. No BIM Studio cada torre é modelada na sua posição real e calculada de forma independente — e há pontos onde as disciplinas se consolidam.
No menu do pavimento, ao lado do resumo da torre (ex.: Torre B · 1 pav. · gabarito 2,92 m), mover torre desloca a torre inteira, com todos os pavimentos dela. Informe o deslocamento em metros no formato x ; y (x positivo = direita, y positivo = para baixo na planta; ex.: 5 ; 0 ou -2,5 ; 3). O valor é arredondado para a grade de 0,25 m. Andam juntos os cômodos, as portas e janelas, os tipos e alturas de parede, os móveis, as instalações, as escadas, as cotas e os ajustes de pilar e viga que são só dessa torre. O pilar que continua pelo pódio, ou que está no mesmo ponto de outra torre, fica onde está.
O mesmo menu avisa quando algo não fecha:
O app não confere sozinho o afastamento mínimo entre edificações exigido pelo município: o valor usado é o que você digita. Confira no Plano Diretor e na lei de uso e ocupação do solo. Quando a torre sai da projeção do pódio, o app avisa, mas não amplia o embasamento.
| Disciplina | O que sai por torre | Ponto de consolidação |
|---|---|---|
| Estrutural | Cada torre tem o seu pórtico, o seu γz e o seu dimensionamento; a análise por elementos finitos roda torre por torre, com os pilares presos à altura da torre — nada é somado como um prédio único. | Não soma: cada torre desce à sua fundação. |
| Água fria | Cada torre tem o seu reservatório superior, dimensionado pelos cômodos molhados e pela altura dela; as pressões (Simular pressões) saem por torre. | Cisterna comum na base: soma o consumo de todas as torres e recalca para cada uma. |
| Esgoto | Cada torre tem os seus tubos de queda e a sua ventilação, pela UHC e pela altura dela (Verificar rede). | Coletor predial: soma a UHC de todas as torres (NBR 8160 §5.1.4.1, DN mínimo 100) antes da ligação com a rede. |
| Elétrica | Cada torre tem o seu quadro geral (QDG): circuitos, demanda e padrão de entrada dimensionados pela carga dela (Simular circuitos). | Entrada de energia: soma a carga de todas as torres (NBR 5410, fator de demanda do conjunto) → padrão de entrada e disjuntor geral do empreendimento. |
No 3D, cada torre aparece com a sua caixa d'água no topo e a sua prumada presa à altura dela; a cisterna comum fica enterrada entre as torres. O gabarito do empreendimento — o que o plano diretor confronta — é a torre mais alta, não a soma de todos os pavimentos.
Estrutural → Ações/FEM e Reservatório; Hidráulica → Simular pressões; Esgoto → Verificar rede; Elétrica → Simular circuitos. Cada painel mostra a quebra por torre e, quando há consolidação, o total somado (a cisterna comum na água, o coletor predial no esgoto, a entrada de energia na elétrica).
Veja em 2 min 24 s: Galpão metálico com vento e 2ª ordem: orçamento de aço passo a passo.
Para estimar o aço de um galpão não é preciso lançar o arquitetônico antes. A tipologia 🏭 Galpão monta os pórticos, aplica as ações da norma (permanente, sobrecarga e vento), faz as combinações, analisa cada pórtico em 2ª ordem e escolhe os perfis pela NBR 8800. O resultado é o peso de aço para o orçamento e as reações nas bases para a fundação. É preciso estar conectado na 👤 Conta: a conta gratuita já calcula.
| Campo | O que é |
|---|---|
| Geometria | |
| Vão (m) | Distância entre os eixos dos dois pilares de um pórtico. |
| Comprimento (m) | Do primeiro ao último pórtico. O espaçamento é o comprimento ÷ (nº de pórticos − 1). |
| Nº de pórticos | Exemplo: 40 m com 9 pórticos dá 5 m entre eles. |
| Altura do pilar até o beiral (m) | Da base ao beiral. É o h da NBR 6123. |
| Altura da cumeeira acima do beiral (m) | Define a inclinação das águas. |
| Ações características (sem majorar: as combinações fazem isso) | |
| Permanente da cobertura | kN/m² medidos na água: telha, terças da cobertura, fixações, instalações penduradas. O peso próprio dos pórticos o programa soma sozinho. |
| Sobrecarga na cobertura | kN/m² em projeção horizontal. A NBR 6120 §6.4 pede 0,50·α, entre 0,25 e 0,50 kN/m² (0,25 a partir de 3% de inclinação); abaixo disso o painel avisa. |
| Vento (NBR 6123:2023) | |
| V0 | Velocidade básica da cidade, das isopletas da Figura 1 da norma. Se o projeto já tem V0 no painel de Ações, ele vem preenchido. Sem V0 a verificação fica incompleta e não aparece como verificada. |
| S1 | Fator topográfico: 1,0 em terreno plano. |
| Rugosidade do terreno | Categorias I a V do §5.3.1 (IV: zona industrial ou urbanizada). |
| S3 | Fator estatístico pelo grupo da edificação (grupo 3, indústria e comércio: 1,00). |
| Pressão interna | O método simplificado do §6.3.2: quatro faces igualmente permeáveis (cpi −0,3 ou 0, o mais nocivo), aberturas nos oitões ou nas paredes longas (+0,2 com vento perpendicular a elas, −0,3 no outro sentido) ou edificação estanque (−0,2 ou 0). |
A tipologia 🅿️ Pórtico usa o mesmo cálculo para um pórtico interno de edificação fechada: além da geometria (com a cumeeira em 0 para telhado plano), ela pede o espaçamento entre pórticos (a faixa que ele recebe) e o comprimento do edifício, porque os coeficientes de vento dependem dele. O resultado é o do pórtico mais solicitado, com as reações das duas bases dele. Cobertura isolada, sem paredes (garagem aberta, marquise), é outra seção da NBR 6123 e não é calculada aqui.
Para orçar a estrutura, o galpão paramétrico basta. Se quiser o arquitetônico como referência, o PDF (ou uma imagem) entra como Fundo na aba Arquivo (modo Completo): você calibra a escala com dois cliques numa distância conhecida e desenha por cima. Um DWG ou DXF de outro programa entra por Importar como linhas para traçar por cima; ele não vira modelo sozinho.
O botão BIMcollab (barra de cima, modo Completo) conecta o space BIMcollab do seu escritório ao projeto: os apontamentos da planta viram issues lá, e as issues de lá viram apontamentos aqui. Para conectar: no seu space, em Configurações → Aplicações, registre uma aplicação com a URL de retorno que o painel mostra e os escopos openid offline_access bcf; cole o client id e o client secret no painel, clique em Conectar e autorizar, autorize na aba que abre e escolha o projeto. O segredo fica cifrado no servidor. A ponte ao vivo é dos planos pagos; trocar por arquivo .bcfzip (Importar/Exportar) é livre para todos.
No modo Essencial só IFC/DXF e Biblioteca ficam na fita; Drone, Projeto, Automação, Perícia, Detalhes e Parâmetros aparecem ao trocar para Completo em Essencial ▾ (barra de cima).
Novo levantamento: foto ou vídeo aéreo vira lote, construção e telhado editáveis por IA (rascunho para refinar), ou envie uma nuvem de pontos .laz (LiDAR, scanner, drone laser) para visualizar com medição, sobrepor ao modelo e transformar em paredes e cômodos (scan-to-BIM). Os levantamentos ficam listados e podem ser apagados do servidor.
Importar / converter IFC (Revit, ArchiCAD; nível 3 via IfcOpenShell na nuvem), Referência do modelo (sobrepor um IFC de consultor), Exportar modelo em IFC, Importar planta CAD (.dxf) (linhas, polilinhas, círculos e arcos viram traços; “derivar cômodos” fecha os ambientes) e Exportar planta para CAD (.dxf). Clash federado cruza todas as disciplinas no 3D e lista colisões e folgas insuficientes.
Abrir outro projeto da conta, versões com hash, trava de edição (check-out) quando há mais de um membro, publicação assinada, revisões (enviar para revisão, caixa do revisor com veredito), equipe do escritório com papéis e titular por disciplina, apontamentos (novo, exportar/importar .bcfzip, enviar e puxar do BIMcollab), vistas salvas, cronograma 4D e a lixeira.
Mobiliário e elementos por cômodo (clique e depois clique na planta), elementos externos (no terreno) e as tipologias estruturais paramétricas calculáveis: pórtico, treliça, galpão, pontes (treliçada, em vigas, em arco, em pórtico, estaiada e pênsil), escada metálica, reservatório elevado com boiler e mezanino. Cada uma recebe as ações das normas (uso, vento, carga móvel), faz as combinações e é verificada barra a barra em 2ª ordem pela NBR 8800 (🧮 Verificar barra a barra). O galpão tem um capítulo próprio: Galpão metálico: orçamento de aço.
Nenhuma tipologia pede uma "carga de cálculo" digitada. Cada uma recebe as ações características — permanentes, uso, vento — e o programa faz as combinações últimas normais, a análise em 2ª ordem e a escolha do perfil por grupo de peças. O que muda de uma para outra é de onde vêm as ações:
| Tipologia | Ações e o que a norma manda |
|---|---|
| Pórtico e Galpão | Permanente e sobrecarga da cobertura, vento das Tabelas 6 e 7 da NBR 6123, pressão interna — ver o capítulo Galpão metálico. |
| Treliça | Treliça de cobertura de edificação fechada, uma a cada espaçamento. Permanente e sobrecarga da cobertura (NBR 6120 §6.4) chegam pelas terças, nos nós do banzo superior. O vento é o da cobertura plana (NBR 6123, Tabela 7, θ = 0°) com a pressão interna escolhida, a 90° nos dois sentidos e a 0° com a zona de cada treliça: a de ponta e as do meio têm faixas e sucções diferentes, e cada grupo é analisado. A sucção comprime o banzo inferior, por isso ele pede o travamento lateral (a cada quantos nós) — é esse o comprimento de flambagem dele. Apoios: articulação de um lado, apoio móvel do outro. |
| Pontes e passarelas | O uso define a carga móvel pela NBR 7188:2024: passarela (5 kN/m² entre os guarda-corpos, por vão e por metade de vão), rodoviária (trem-tipo TB-450: veículo de 450 kN com 6 rodas, mais 5 kN/m² em volta) ou vicinal (TB-240, a critério da autoridade). O veículo corre o vão em 5 posições, dos dois lados da pista, com os coeficientes CIV (pelo vão) e CNF (pela largura da pista); o passeio leva 3 kN/m²; a frenagem entra ao longo do eixo. O vento é o da Seção 11 da NBR 6123: força transversal e sustentação (para cima e para baixo, a B/4 a barlavento) no tabuleiro, pela altura exposta — com o veículo de 2 m em cima na rodoviária —, atrito ao longo do eixo, e o vento nos pilares, mastros, arcos e cabos. As combinações da rodoviária são as da NBR 16694 (aço 1,25; tabuleiro 1,35; móvel 1,5 com ψ0 0,7); as da passarela, as da NBR 8800. O painel calcula o parâmetro Pae de suscetibilidade ao vento (NBR 6123 §11.2.2) com a frequência do 1º modo do próprio modelo: na Classe 1 a análise estática basta; nas Classes 2 e 3 a verificação fica incompleta, porque a norma pede análise dinâmica. Nas estaiadas e pênseis os cabos são barras; se algum aparece comprimido, o painel avisa que o modelo não vale ali. Fadiga não é verificada. |
| Escada metálica | Permanente dos degraus e o uso da NBR 6120 (escada coletiva 3 kN/m², privativa 2,5, público 5…). Além da distribuída, a norma manda verificar o degrau com uma carga concentrada de 2,5 kN, sozinha — o programa faz as duas, separadas. Escada externa recebe o vento nas vigas e nos degraus (perfil I isolado, NBR 6123 Tabela 26). Apoios: articulada no piso, móvel no patamar. |
| Reservatório / boiler | A água é ação variável, com o γf da água em 1,50 (NBR 8800 Tabela 1; com extravasor que limite o nível, 1,20 — decisão do responsável técnico). A caixa vazia e o boiler são permanentes. O vento bate na caixa cilíndrica (NBR 6123 Tabela 14, pelo diâmetro, pela altura de água e pela superfície) e na torre (Figura 15, repartida nas faces pela Tabela 30), em 8 direções. O caso que arranca a base é a caixa vazia com vento — e o painel o mostra nas reações. A torre pode ter painéis na altura (travessas e uma diagonal por painel): sem eles, coluna e diagonal de 8 m não atendem à esbeltez da NBR 8800. O painel mostra também o período fundamental; acima de 1 s a norma pede análise dinâmica. |
| Mezanino | Permanente do piso e o uso da NBR 6120 (escritório 2,5 kN/m², loja 4, depósito 7,5…), nas vigas secundárias por faixa e meia faixa nas bordas. Piso interno: sem vento; a ação horizontal é a força nocional de 0,3% da NBR 8800, que é o que testa o pórtico dos quatro pilares. |
O painel de resultado diz o veredito — verificado, incompleto (sem o vento, ou com análise dinâmica pendente) ou revisar —, quem governa e em que combinação, a carga vertical de cálculo (a soma das reações, para conferir com a sua conta), a classe de deslocabilidade, cada coeficiente de vento usado com a tabela de onde saiu, a esbeltez de cada grupo e as reações com o arrancamento. O perfil é escolhido por grupo (pilares, vigas, banzos, diagonais…) e a mesma peça tem de passar em todas as combinações e em todos os cenários. Se a soma das reações não fecha com a carga aplicada, há barra ou nó solto e nenhum esforço vale, mesmo que as barras passem.
Os apoios entram como são: engaste, articulação ou apoio móvel. A verificação de cada peça é a biaxial da NBR 8800 (compressão com flambagem, flexão no eixo forte e no eixo fraco), com a seção orientada no plano em que a peça trabalha.
A malha explodida (barras e nós editáveis) continua verificada só para a gravidade de cálculo aproximada, sem vento e sem carga móvel em posições — o painel dela declara isso.
Console de automação e Referência da API (o mesmo BIM que o assistente usa: criar cômodos, pavimentos, circuitos, rodar FEM, exportar), Renderizar e baixar PNG em alta resolução, Entrar em VR / AR (WebXR) e Criar por IA: o assistente monta e edita o projeto por texto, com créditos por conta.
Registro de anomalias com evolução (também numa página instalável no celular, sem internet, com importação do .json de campo), classificação por origem e natureza (NBR 13752:2024 §7.2.2-e), quesitos, comparação as-built × as-designed a partir de nuvem de pontos, fila de análises em nuvem (time-history), minuta do laudo pericial e laudo de inspeção predial com as normas da época.
Detalhes: componentes de detalhe nos cortes (dimensão de obra, na escala da vista), keynotes amarrados ao orçamento (divergência denunciada), linework (linha, região, máscara) e Ver no corte. Parâmetros: parâmetros globais com fórmula (semeados do projeto, testados na faixa inteira), peça paramétrica com furo por fórmula (Flexar) e filtros de vista (esconder não é apagar).
No mesmo menu estão 🏛 Modelo IFC (.ifc), 📌 Apontamentos (.bcfzip) e 💻 Salvar no computador (.bim3.json). A planta em DXF também está na aba 📐 IFC, em DWG / DXF.
Calcular é de graça; entregar (DXF, IFC, pranchas, memorial) faz parte dos planos pagos e do período de teste. Se o botão mostrar o aviso de entrega, sua conta está fora do teste ou sem plano: abra 👤 Conta.
A entrega acontece em CAD. O BIM Studio exporta seis desenhos e converte qualquer um deles para DWG, que é o formato que a maioria dos escritórios e prefeituras exige.
Início → Exportar → CAD: DXF e DWG (todas as disciplinas). Uma tela só: marque os desenhos, escolha o formato e, no DWG, a versão do AutoCAD que o outro lado pediu.
| Desenho | Disciplina | Camadas próprias |
|---|---|---|
| Planta de arquitetura | Arquitetura | PAREDES (face real), ABERTURAS, COMODOS, COTAS, TEXTO, TELHADO, CUMEEIRA, RINCAO |
| Planta de fôrmas | Estrutural | PILARES, VIGAS, CONTORNO, TEXTO |
| Planta elétrica | Elétrica | ELE-PONTOS, ELE-ELETRODUTOS, ELE-TEXTO (com seção e disjuntor do circuito) |
| Planta hidráulica | Hidráulica | HID-APARELHOS, HID-RAMAL-FRIA, HID-RAMAL-QUENTE, HID-COLUNA, HID-TEXTO |
| Planta de esgoto | Esgoto | ESG-PONTOS, ESG-RAMAIS (DN e declividade), ESG-COLETOR, ESG-CAIXAS (com a cota de fundo), ESG-TEXTO |
| Planta de telecom | Telecom | TEL-DISPOSITIVOS, TEL-CABOS e TEL-CABO-EXCEDE (o cabo acima dos 90 m sai em camada separada, para achar no CAD) |
Todos os desenhos de instalação levam a arquitetura de fundo em camadas ARQ-PAREDES, ARQ-COMODOS e ARQ-TEXTO: é o que se espera abrir no CAD, e desliga em um clique quando você quer só a sua disciplina.
A conversão é feita pelo CloudConvert (Lunaweb GmbH, Munique), um serviço pago por arquivo. Vale explicar a troca, porque ela afeta o que você entrega:
Versão do arquivo: este conversor escreve até AutoCAD 2010. Não é limitação do seu desenho e não atrapalha entrega nenhuma — AutoCAD, BricsCAD e ZWCAD atuais abrem 2010 sem conversão. A tela só oferece as versões que ele realmente escreve, e o recibo depois do download diz qual saiu.
Onde o desenho passa: para converter, o DXF daquele desenho é enviado ao processador na Alemanha e apagado logo após a conversão. Vai apenas o desenho — nunca o memorial, o nome do cliente ou o seu registro profissional.
Início → ARQUIVO → ⬆️ Importar (ou aba 📁 IFC, ou Ctrl+K → importar_cad) aceita .dxf e .dwg. Importar é gratuito em qualquer plano, inclusive no Free: é entrada, não entrega.
O que acontece depende de quem fez o desenho, e a tela diz qual dos dois casos você caiu:
| Origem do desenho | O que volta |
|---|---|
| Emitido pelo BIM Studio (o DXF/DWG que você mesmo exportou) | O projeto. Cada ambiente volta com a área exata e o nome original, porque o desenho carrega o contorno de cada cômodo e o rótulo dentro dele. Portas e janelas são recalculadas pelo motor a partir do arranjo — medido em dois modelos: área com 0,0% de diferença e quantitativo idêntico (mesma alvenaria, mesmas portas, mesmas janelas). |
| De terceiro (AutoCAD, Revit, prefeitura…) | Geometria para desenhar por cima — as paredes, e tubulação/eletroduto na disciplina certa quando as camadas têm nome. Não é projeto: um desenho de terceiro não declara onde termina cada ambiente. Quem quiser tentar fechar os ambientes por aproximação usa Ctrl+K → fechar_em_comodos — e deve conferir as áreas, porque ali o programa está inferindo. |
Em qualquer dos casos, cota, texto e símbolo de aparelho não viram parede: a mensagem depois da importação diz quantas entidades ficaram de fora e por quê (o detalhe por camada vai para o console, F12).
Se o arquivo não for um DWG de verdade, o programa recusa pela assinatura interna, não pela extensão — um PDF renomeado não engana e não gasta nada.
Mesmo com a importação fiel, o formato para guardar o seu projeto é o arquivo do projeto (.bim3.json, em Salvar) ou o IFC. O DWG é o que você entrega: ele leva o desenho, não o modelo — altura de parede, seção de pilar, DN de tubo e carga não existem dentro dele, e nenhum programa do mundo os recupera de um DWG.
O FreeCAD não lê DWG sozinho — ele não traz leitor de DWG embutido. Ao tentar abrir, mostra:
No suitable external DWG converter has been found.
Isso não é defeito do arquivo: a mesma mensagem apareceria com um DWG salvo pelo AutoCAD. Faltam duas configurações, uma vez só:
dwg2dxf da LibreDWG (GPL). Em Editar → Preferências → Importar/Exportar → DWG, aponte o caminho do executável. Evite o conversor da Open Design Alliance para trabalho profissional: a licença gratuita dele é restrita a uso não comercial.Com os dois ajustes, a planta abre com as 9 camadas e os textos no lugar. AutoCAD, BricsCAD e ZWCAD não precisam de nada disso — abrem direto.
Como cada conversão é comprada de terceiro, o DWG tem franquia mensal por plano — e ela aparece no card do plano e no painel da sua conta, não numa nota de rodapé:
| Plano | Exportações DWG por mês | DXF |
|---|---|---|
| Free | — (exportar faz parte da entrega) | — |
| Período de teste | 10 | ilimitado |
| Autônomo | 30 | ilimitado |
| Profissional | 80 | ilimitado |
| Escritório | 150 | ilimitado |
Reexportar um desenho que não mudou não consome franquia. O servidor guarda o DWG já convertido e devolve o mesmo arquivo — então exportar, ajustar o projeto e exportar de novo só gasta pelas versões que realmente mudaram. O recibo embaixo do download avisa quando o arquivo veio do cache.
Se a franquia do mês acabar, a tela diz quantas você usou e o DXF continua saindo sem limite — a entrega não para.
Nada é redesenhado para o CAD: o traçado é o mesmo que aparece nas folhas. O ramal de esgoto sai com o DN e a declividade do quadro, as caixas de inspeção com a cota de fundo, o circuito elétrico com a seção e o disjuntor, o cabo de telecom que passa dos 90 m em camada separada. Se o CAD discordar da folha, é defeito — não são duas verdades.
Como IFC, pranchas e memorial, a exportação CAD faz parte da entrega: disponível no período de teste e nos planos pagos.
Veja em 0 min 51 s: Orçamento, memorial e pranchas.
| Documento | Onde | O que traz |
|---|---|---|
| Memorial | Início → Memorial | Descritivo e de cálculo de todas as disciplinas, com hipóteses, normas e o que não foi verificado. Em 2.6 Instalações entram também água quente (NBR 7198), águas pluviais (NBR 10844), telecom (NBR 14565/17240) e irrigação — cada linha só aparece quando o projeto tem o dado. |
| Planta cotada | Início / Arquitetura → Planta | Planta baixa cotada e mobiliada por pavimento, quadro de áreas, escadas, revisões, acabamentos. |
| Cortes e fachadas | Arquitetura → Cortes | Cortes AA/BB/DD/EE e fachadas com níveis, laje, telhado e componentes de detalhe. |
| Pranchas estruturais | Estrutural → Pranchas | Planta de fôrmas, pilares (b×h real), vigas, detalhamento das lajes, quadro de aço, DXF de fôrmas. |
| Folhas de instalações | Elétrica / Hidráulica / Esgoto → Folhas | Elétrica: planta elétrica + quadro + multifilar + materiais, e a folha de telecom (planta + quadro de pontos + cabos + equipamentos). Hidráulica: planta hidráulica + ramais + coluna + isométrico + pressões + materiais. Esgoto: planta de esgoto + ramais + queda/ventilação + pluvial. |
| Folha componível | Início → Folha ou Navegador → Folhas | Prancha A0–A4 (NBR 16752) com várias vistas na mesma página, moldura e carimbo do escritório. Cada vista tem a sua escala e o seu quadro (posição e tamanho em milímetros): dá para pôr a planta 1:50 ao lado do corte 1:25. A folha é guardada no projeto com um código (ARQ-01, ARQ-02…), aparece no Navegador e pode ser reaberta, duplicada e apagada; o desenho não é congelado — ao reabrir, cada vista é gerada de novo do modelo atual. O programa avisa quando uma vista não cabe no quadro (e diz em que escala caberia), quando passa da margem, quando fica por baixo do carimbo e quando duas se sobrepõem. |
| Implantação, coberturas, terraplenagem e áreas molhadas | Compartilhar → Arquitetura — Implantação… | Quatro pranchas com o conteúdo que a NBR 6492 pede em cada uma: implantação (lote, recuos cotados, projeção da cobertura, áreas permeável e impermeável, acessos, norte e escala gráfica, mais o quadro de dados legislativos com taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, permeabilidade e gabarito); planta das coberturas (águas, sentido de escoamento e inclinação); terraplenagem (planta e corte AA com as cotas projetada e existente, corte e aterro medidos pela topografia); e ambientes especiais (áreas molhadas com área de piso, perímetro, parede e faixa lavável quantificados desenho a desenho). Fecha com a lista de pranchas. A implantação precisa do lote (aba 🌱 Terreno) e a terraplenagem, de pontos de nível (aba 🏔 Topografia); sem esses dados a folha sai marcada como não emitida, dizendo o que falta, em vez de desenhar um terreno suposto. |
| Quadro de áreas real × equivalente | Compartilhar → Quadro de áreas (NBR 12721) | O Quadro I da NBR 12721 — o quadro de áreas que vai ao registro de imóveis, diferente do quadro de áreas do projeto: traz as 18 colunas da norma, área real e área equivalente em área de custo padrão, por pavimento e global, com a composição dependência a dependência. Onde a norma dá faixa de coeficiente (varanda 0,75 a 1,00, garagem de subsolo 0,50 a 0,75), a linha fica pendente até você adotar um valor: o programa não escolhe pelo responsável técnico. A folha imprime também o aviso da própria norma de que essa área diverge da do alvará e do habite-se, por serem critérios de medição diferentes. |
| Orçamento e 4D | Orçamento / Obra 4D | Quantitativos do modelo com bases de preço (Caixa, SIURB, FDE) e BDI; cronograma e tabelas exportáveis em CSV. |
| IFC, DXF, BCF, maquete | Início → Exportar / 3D → Saída | Intercâmbio com Revit/ArchiCAD/AutoCAD, apontamentos, maquete navegável, foto e vídeo. |
Todo documento da tabela acima chega por três caminhos, e você usa o que for mais rápido no momento: o botão em Compartilhar ou no painel da disciplina; a busca Ctrl+K, digitando o nome do documento (“memorial”, “planta cotada”, “cortes”, “quadro de áreas”, “carga térmica”); e o assistente, pedindo em português — “gere o memorial”, “abre as pranchas de estrutura”, “exporta o DXF da elétrica”. O portão de entrega é o mesmo nos três: o que é dos planos pagos continua sendo, venha de onde vier o pedido.
O BIM Studio escreve para você em três situações: da conta (boas-vindas, recuperação de senha, confirmação de pagamento — chegam sempre); dicas, lembretes e avisos sobre o uso (por onde começar, fim do período completo, mudanças no serviço); e novidades e ofertas (planos, preços, promoções), só para quem pediu.
Quem escolhe é você, em Conta → 📧 E-mails do BIM Studio: uma caixa para dicas e avisos e outra para ofertas. A de ofertas também aparece, desmarcada, na hora de criar a conta. Todo e-mail de dicas, avisos ou ofertas traz no rodapé o link sair da lista: ele abre uma página com o botão de confirmação, e o Gmail e o Outlook mostram também o "Cancelar inscrição" ao lado do remetente. Quem sai da lista pode voltar pela mesma página ou pela Conta.
O BIM Studio pede uma conta para ser usado: ao abrir, crie a sua — são 30 dias com tudo liberado, sem cartão — ou entre com a que já tem. Se a sessão vencer ou você sair, a tela de entrada volta.
Os projetos ficam guardados na conta e abrem em qualquer aparelho — mas a conta fica conectada em um aparelho por vez: entrar em outro desconecta este (veja Guardar no capítulo 1).
Toda conta calcula de graça e guarda 3 projetos (os da lixeira contam). O período de teste dá acesso completo por 30 dias. Depois, a entrega (IFC, DXF, pranchas, memorial, folhas) e projetos ilimitados exigem um plano pago, a partir de R$ 59/mês. Conta mostra o plano, o prazo, os créditos de IA e as exportações DWG do mês.
Uma única coisa é contada por mês na entrega: a conversão para DWG (30 no Autônomo, 80 no Profissional, 150 no Escritório, 10 no período de teste), porque ela é comprada de um conversor licenciado, arquivo a arquivo. Todo o resto — DXF, IFC, pranchas, memorial, folhas, orçamento — é ilimitado dentro do plano. Reexportar um DWG que não mudou vem do cache e não conta. Detalhes no capítulo Exportar para CAD.
O rodapé mostra o custo estimado do projeto (💰), recalculado a cada edição, em segundo plano, com o mesmo motor do Orçamento: quantitativos do modelo × composições × BDI. Logo depois de uma edição aparece, por alguns segundos, quanto ela custou ou economizou (+R$ … / −R$ …). Passe o mouse para ver a base de preços e a data de referência; clique para abrir o orçamento completo.
Com um cômodo selecionado, o painel de propriedades tem o bloco Custo: quanto custa este cômodo responde pelo custo marginal — o que o orçamento perde sem ele (paredes só dele, piso, pintura, vãos e a parcela de laje, estrutura e cobertura que ele puxa) — e lista os itens que mudam. Com uma parede selecionada, composição desta parede rateia alvenaria, reboco e pintura pela área da parede e dá o custo de cada porta e janela.
Os preços são os do orçamento: a referência interna (com a data de conferência) ou a base que você carregou (Caixa, SIURB, FDE, IBGE), sempre com a data de referência ao lado do valor. Removendo dois cômodos, a economia não é a soma dos dois marginais: cada um leva a sua parcela de estrutura.
Três coisas que o projeto oferece a quem trabalha com outras pessoas — o revisor, o cliente, a prefeitura — sem sair do próprio programa.
Um apontamento é um pino na planta com título e descrição (aba 🗂 Projeto → Novo apontamento…, e um clique na planta). Ao ser criado sobre um cômodo, ele fica fixado nesse cômodo: se o cômodo for movido, o pino acompanha; se for apagado, o painel diz "elemento removido" e o pino fica onde foi criado (anel tracejado). 📎 Fixar no selecionado prende um apontamento a um cômodo, móvel, ponto elétrico, aparelho hidráulico, ponto de esgoto ou claraboia selecionado; Soltar desprende.
Tudo isso viaja no .bcfzip: Exportar .bcfzip grava status (TopicStatus), responsável (AssignedTo), comentários e o elemento fixado; Importar .bcfzip… traz de volta o que o BIMcollab, o Solibri ou o Navisworks mudaram. Um arquivo vindo de outra ferramenta sem esses campos entra como aberto, sem responsável.
Compartilhar → Conta — versões lista o histórico do projeto na conta: as versões que a gravação automática deixa de tempos em tempos e as que você cria com Guardar versão (com a nota que quiser: "adequação estrutural", "revisão do cliente"). Marque duas versões e clique 🔍 Comparar: o programa baixa as duas, compara elemento a elemento (pela identidade, não pela posição na lista) e abre o relatório por disciplina — o que foi incluído, removido ou alterado, com cada campo que mudou.
O mesmo resultado aparece na planta e no 3D: caixas verdes (incluído), laranja (alterado) e vermelhas tracejadas (removido — desenhadas onde o elemento estava), com o nome e a ação. ✕ tirar destaque apaga as caixas; a busca Ctrl+K também as tira. Mudou (aba Arquitetura → Revisar) faz o mesmo entre o marco de revisão e a tela atual.
O que não tem identidade estável (quantidade de pavimentos, conjunto de vãos, espessuras, reservatório) aparece no relatório mas não vira caixa no desenho — e o relatório diz quantas alterações ficaram sem lugar, em vez de escondê-las.
Para o cliente ver a casa no celular, ou a prefeitura abrir a planta sem instalar nada: Compartilhar → Link de visualização → Criar link. O link já vai para a área de transferência. Quem o abre vê o mesmo programa em modo visualização: planta por pavimento, 3D, ✂ Corte (caixa de corte) e 📏 Medir (distância entre dois pontos, na planta ou sobre o modelo). Sem conta, sem editar, sem gravar — a barra de cima diz isso, e os painéis de projeto não aparecem.
Compartilhar → Prefeitura — Projeto Legal (ou 🏛 Projeto Legal… no bloco Plano diretor do Terreno, ou Ctrl+K "prefeitura") monta o conjunto que vai ao órgão de aprovação do município: capa com requerimento e selo padrão, checklist dos documentos, quadro de parâmetros urbanísticos, quadro de áreas, implantação, plantas, cortes, fachadas, cobertura, memorial resumido e as declarações que o responsável técnico assina. Cada folha sai com carimbo e com espaço reservado ao carimbo de aprovação.
O que a prefeitura exige é lei municipal: muda de cidade para cidade e muda com o tempo. Por isso o programa não traz "a regra" embutida — traz um perfil por município, que diz de onde cada exigência saiu (lei, decreto, artigo, link) e em que data foi consultada. O perfil inicial é o de Bauru/SP: Lei Municipal nº 7.028/2017 (licenciamento de obras e edificações) e Decreto Municipal nº 13.711/2018, lidos nos PDFs oficiais — campos do selo padrão (RT, proprietário, imóvel, zona), pranchas com escala mínima, quadros, documentos do pedido e declarações. Para outro município há o perfil genérico, sem fonte, que marca tudo como "a confirmar".
O botão ✓ Conferi a fonte registra quem conferiu e quando; a data sai no pacote. Se a lei mudar, é essa data que diz que a transcrição pode estar velha — o programa não sabe a vigência, e diz isso.
Os índices urbanísticos (taxa de ocupação, coeficiente, permeabilidade, recuos, gabarito) não moram no perfil: valem por zona e por lote, e continuam no painel do Terreno → Plano diretor, com a origem (certidão de diretrizes, informado pelo RT ou rascunho de busca) e a data. O quadro do pacote confronta exigido × projeto e imprime a origem de cada índice; um índice em rascunho aparece marcado e não reprova.
As declarações (acessibilidade NBR 9050 e parâmetros edilícios; desempenho NBR 15575 e segurança) saem com o texto pronto e o nome do RT, para assinar. O que o pacote não faz está na última folha: ele reproduz o conteúdo exigido pela lei citada, não o formulário oficial da prefeitura; áreas computáveis × não computáveis seguem regra local e o RT informa as exclusões.
O orçamento sai com uma base de preços de referência (Caixa/SINAPI, SIURB, FDE). Em Orçamento há o botão Cross-check material, que consulta o preço de hoje no catálogo público de uma rede de material de construção e mostra ao lado de cada item.
| Loja | Praça que atende |
|---|---|
| Telhanorte | São Paulo e nacional |
| Obramax | São Paulo e Rio de Janeiro |
| Chatuba | Rio de Janeiro e Espírito Santo |
| Tumelero | Rio Grande do Sul |
Escolha a loja que atende a sua região — o preço muda bastante entre elas. Num mesmo saco de cimento de 50 kg medimos R$ 32,90 na Obramax e R$ 45,90 na Tumelero: 39 % de diferença. É por isso que a praça aparece no seletor.
Ao lado dele, Comparar lojas cota o mesmo material nas quatro redes de uma vez e abre uma tabela com o preço de cada uma e qual é a mais barata. É o jeito rápido de descobrir quem atende melhor a sua praça — e serve de conferência: preço que destoa demais das outras lojas quase sempre é outro produto, não outro preço. Uma busca por telha cerâmica devolveu R$ 0,90, R$ 1,96, R$ 2,19 e R$ 109,90: o último era uma caixa com 12 telhas. A tabela marca esse caso em vermelho e não o considera na hora de apontar a mais barata.
Os preços acima são de redes grandes, que não existem em toda cidade. Quem atende a maioria das obras é o depósito local — e é para ele que serve Pedir cotação, ao lado dos outros dois botões do orçamento.
Você cadastra os fornecedores com quem já compra: nome (é o único campo obrigatório), CEP, WhatsApp e o que cada um fornece. A agenda é sua e vale para todos os projetos. Informando o CEP do fornecedor e o da obra, a lista aparece ordenada por distância em linha reta — que serve para saber quem está perto, não para prometer prazo de entrega. Quem não tem CEP cadastrado aparece numa lista à parte, marcado como sem CEP: não saber a distância é diferente de estar longe.
Escolhido o fornecedor, o programa monta a solicitação de cotação com as quantidades do projeto. A folha abre numa aba e traz quatro saídas:
Os dois primeiros funcionam sempre; os dois últimos dependem de você ter cadastrado o WhatsApp ou o e-mail daquele fornecedor. Pode baixar os arquivos sem escolher fornecedor nenhum — a lista sai igual, para levar a quantos depósitos quiser.
O orçamento lança o mesmo material em composições diferentes — a alvenaria das paredes e a da platibanda, por exemplo, são duas linhas lá dentro. No pedido de cotação elas aparecem somadas numa linha só, porque é assim que se compra; a folha indica quando uma quantidade veio de mais de um lançamento. Materiais com unidades diferentes nunca são somados.
A mensagem sai do seu programa de e-mail, em seu nome — não da plataforma. É assim que deve ser: o fornecedor responde para você, e a negociação é sua.
Se o seu computador não tem um programa de e-mail configurado (é o caso de quem usa só webmail no navegador), esse botão pode não abrir nada. Por isso os arquivos existem: baixe o PDF ou o .docx e anexe onde você já lê e-mail.
Listas grandes não cabem no endereço que abre o e-mail (um limite dos próprios programas de e-mail, em torno de 2.000 caracteres — um orçamento de 20 itens já passa disso, e o Outlook corta sem avisar). Quando isso acontece, o programa copia a lista inteira para a área de transferência e abre a mensagem com um espaço marcado para você colar. Ele avisa na tela quando faz isso: a lista nunca é enviada pela metade.
A lista sai sem preço, de propósito: mandar a nossa estimativa junto influenciaria a resposta e pareceria uma proposta nossa. Quem forma preço é quem vende.
A agenda é ordenada por distância, que é geometria, e o critério aparece escrito na tela. Não há indicação paga nem ranking patrocinado: quem escolhe com quem comprar é quem paga a conta. Se um dia existir destaque pago, ele virá rotulado como tal e fora dessa ordenação.
Existe também a lista de materiais por fabricante (Tigre, Amanco, Deca) para hidráulica e esgoto, com produto real, DN e preço de referência — em Hidráulica → materiais. Ali o botão de cotação atualiza os tubos pela loja escolhida.
Todo valor de norma que o BIM Studio usa vive num módulo próprio com cláusula, página do PDF oficial e a data em que alguém leu aquele texto. Não é decoração: é o que permite conferir um resultado em dez segundos e saber se a edição mudou. Você é o responsável técnico — o programa mostra a conta e a origem dela; a decisão continua sua.
O que a barra de status conta. No rodapé, ao lado da validação do pavimento, há um contador único: N erros · N avisos · N a completar. Ele é a mesma lista que a aba Avisos mostra e os mesmos achados que aparecem no painel de cada peça — clicando nele a lista abre. Clicando num item da lista, o programa seleciona e enquadra o elemento na planta e no 3D, quando o achado tem dono.
A lista se divide em faixas, e a diferença entre elas é o que você faz com cada uma:
“Sem erros nem avisos” não quer dizer “aprovado”. Quer dizer que nada foi encontrado nas verificações que rodam — e as limitações da lista dizem quais são as que não rodam. Enquanto a conferência ainda está em andamento, o contador diz “conferindo…” e não mostra veredito nenhum: a verificação de conformidade é pesada e roda depois que você para de editar, para não travar o desenho. Número que aparece antes de a conta terminar seria pior que número nenhum.
Reconhecer um achado. No painel da peça, cada erro e cada aviso tem o botão reconhecer. Ele registra, com o seu nome e a sua nota, que você leu aquele achado e assume a responsabilidade técnica por ele. O achado não some e continua contado — reconhecer é registro, não borracha. O registro fica salvo no projeto e sai no relatório, que é onde ele serve: num laudo, “o projetista viu e decidiu assim, por este motivo, nesta data” vale mais que um aviso apagado.
Norma citada não é norma lida. Quando um apontamento nomeia uma norma que o programa ainda não leu no texto oficial — sem cláusula e página conferidas —, ele diz isso na própria linha: “⚠️ norma CITADA, não lida no sistema”. O critério do apontamento continua valendo e sendo útil; o que você não deve supor é que o texto da norma foi conferido palavra por palavra. Onde não há esse aviso, há cláusula e página por trás do número.
🧱 Integridade do modelo. Ao lado de Avisos e Apontam., no canto inferior direito, há a aba Integridade. Ela responde a uma pergunta diferente das outras duas: não “o número bate com a norma?”, mas “a peça faz sentido como objeto físico?” — telhado que não se atravessa, telhado que tem o que o apoie, construção que tem cobertura e equipamento de cobertura — placas fotovoltaicas, coletores solares, boiler — que pousa mesmo sobre a telha, e não no ar acima dela; e, quando há telhado desenhado à mão, se ele cobre de fato a casa — telhado que ficou de um projeto anterior aparece aqui como desenhado para outra planta, com o botão de descartá-lo. São verificações de geometria, e por isso não citam norma nenhuma.
Cada apontamento traz a medida que o sustenta e diz o que aquele invariante não cobre. Quando existe um conserto seguro, ele aparece como botão de proposta, com a descrição do que muda e o motivo — e só roda no seu clique; Ctrl+Z desfaz. Quando o conserto depende de decisão de projeto (escolher a forma de um telhado, por exemplo), o programa diz que não há conserto automático em vez de escolher por você.
Todo check do catálogo tem quem o confira. São 138 verificações em sete disciplinas, e nenhuma está na situação de “existe no catálogo e ninguém verifica”: cada uma ou vira apontamento no painel, ou é aplicada no motor da peça — isto é, garantida no momento em que o programa desenha ou dimensiona, e a linha diz em qual arquivo isso acontece.
Duas consequências práticas. A primeira: todo apontamento é zerável dentro do programa. Se um aviso não puder ser resolvido por nada que você faça na tela, ele não deveria ser um aviso — foi por isso que o extravasor do reservatório ganhou uma caixa no painel Reservatório e as águas pluviais ganharam o campo destino no painel Águas pluviais. A segunda: quando o programa não consegue verificar alguma coisa, ele diz isso na própria mensagem, em vez de calar. Você lê “⚠️ não é conferido aqui” e sabe exatamente o que ainda é seu.
Há uma linha dessas para cada uma das sete disciplinas — estrutura, hidrossanitário, arquitetura, elétrica, telecom, terreno/infra e garagem/estacionamento. A da garagem traz ainda uma lista “Fora do escopo deste motor”: o que o programa declaradamente não verifica, para você não supor cobertura.
Dentro de Compatibilização há a linha “O que a arquitetura confere — e o que não confere”. Ela separa três coisas: os checks que rodam no painel, os que são conferidos no motor da peça (rampa e escada são validadas na hora em que você as insere, não no painel) e os que ainda não são conferidos, dizendo qual norma deixa de ser verificada em cada um.
Um placar limpo sem a lista do que não foi olhado convida à leitura errada. O programa prefere dizer o que não sabe.
Toda norma citada num achado — na aba Avisos, no painel da peça e na Compatibilização — é um link. Clicar abre a Base normativa do projeto na linha do valor que o programa usou: norma e edição, item (cláusula e página do PDF oficial), parâmetro, valor adotado e quem leu o texto oficial, e quando. A mesma tabela abre por Ctrl+K → Base normativa do projeto e pelo botão Base normativa em Normas de referência; o campo de busca aceita "NBR 6118 §17.3", "cobrimento" ou "Tabela 8.2".
Confirmar para o projeto. Em cada linha, confirmar para o projeto registra que o responsável técnico leu aquele valor e o assume para esta obra — com nome, data e uma observação opcional. A confirmação fica no projeto, guarda o valor e a edição da época e aparece como desatualizada se o módulo da norma mudar depois. Ela não altera o cálculo: trocar um valor é editar o módulo da norma. Valor que ninguém leu no PDF oficial continua marcado nunca conferido, mesmo confirmado.
Relatório para laudo. Relatório para laudo (e a folha Base normativa do projeto do Caderno) reúne: as normas aplicadas por disciplina, com edição; os parâmetros adotados com o status de conferência; as limitações declaradas dos motores (o que cada módulo diz que não cobre e os avisos de limitação do projeto); os avisos reconhecidos, com quem, quando e a nota; e as normas citadas sem módulo de procedência. Pensado para instruir laudo técnico ou pericial: diz o que foi usado e o que foi assumido, sem substituir o texto da norma.
Duas exigências da NBR 9050:2020 costumam surpreender, e o programa verifica as duas:
Qual das duas réguas vale depende do uso do pavimento, o mesmo campo que já define a carga acidental (barra do pavimento → uso). Pavimento sem uso declarado é tratado como residencial privativo, que é a régua menos exigente: se o seu projeto é de uso coletivo ou público, declare o uso e a verificação sobe sozinha.
Não existe norma federal que fixe área mínima de dormitório: isso é código de obras municipal, e varia de cidade para cidade. O programa trabalha com dois números diferentes, e a diferença entre eles importa:
Banheiro e lavabo são ambientes diferentes para o programa: banheiro completo (com box) pede 2,5 m² e 1,10 m de largura; lavabo, 1,5 m². Iluminação natural é conferida em 1/8 da área do piso (Código Sanitário SP) e o gerador dimensiona a janela em 1/6, que é mais exigente e atende aos municípios que pedem essa fração.
Vale conferir estas, porque a edição vigente costuma não ser a que se aprendeu:
| Norma | Ponto de atenção |
|---|---|
| NBR 5626:2020 (água fria e quente) | Substituiu a NBR 7198, cancelada em 2020: água quente saiu para cá. Limites de temperatura (70 °C na tubulação, 45 °C em ponto de uso corporal), pressão estática máxima de 400 kPa (§6.9.4) e reserva de no máximo três dias. |
| NBR 8160 (esgoto) | O coletor predial não desce abaixo de DN 100. As declividades usadas são as da norma (2% até DN 75, 1% de DN 100 em diante); caixa de inspeção a cada mudança de direção e a cada 25 m de trecho reto. |
| NBR 10844 (águas pluviais) | A intensidade de chuva vem da Tabela 5, com 98 postos — Bauru: 120 mm/h para período de retorno de 5 anos. O condutor vertical é dimensionado por tabela adotada (a norma manda usar ábaco), e isso vem declarado no memorial. |
| NBR 14565:2025 (telecom) | Os 90 m são do enlace permanente; o canal, já com os cordões, vai a 100 m. O escopo da edição vigente é edifício comercial. |
| NBR 9050:2020 VC:2021 (acessibilidade) | Rampa a 8,33% com desnível máximo por segmento pela Tabela 4; degrau (Blondel 0,63–0,65, piso 0,28–0,32) está aqui, não mais na NBR 9077. Circulação interna na §6.11 (acima). |
| NBR 9077:2025 (saídas de emergência) | Mudou o paradigma: perfil de risco (ocupante A–E × velocidade do fogo) na Tabela 6. Residencial sem chuveiros e com saída única: 30 m de caminhamento, que é também o teto absoluto em direção única. |
| NBR 9050:2020 §6.8 (escada) | Além do degrau (Blondel, §6.8.2), o programa confere o patamar a cada 3,20 m de desnível (§6.8.7) — uma escada reta de lance único com 4 m de desnível é apontada —, o patamar de no mínimo 1,20 m e, em mudança de direção, de ao menos a largura da escada (§6.8.8), e a largura de 1,20 m em rota acessível (§6.8.3). O tipo escolhido muda a resposta: a mesma altura em U tem dois lances e passa. |
| NBR 14718:2019 (guarda-corpo) | Obrigatório em desnível maior que 1,00 m; altura mínima 1,10 m; vão-luz de no máximo 0,11 m. Peitoril acima de 0,70 m é “mureta alta”, e aí a única régua é a altura total de 1,10 m — é por isso que o peitoril padrão de janela é 1,10 m. |
| NBR 6118:2026 (concreto) | 5.ª edição, incorporando a Emenda 1 de março de 2026. |
| NBR 7190-1:2022 (madeira) | O kmod perdeu o terceiro fator; a classe de umidade 2 mudou, e o caso típico ganhou cerca de 12% de resistência em relação à edição de 1997. |
| Assunto | O que é verificado |
|---|---|
| Vidro de segurança NBR 7199:2025, Tabela 8 | A Tabela 8 decide por dois números que o desenho já tem: a cota do vidro em relação ao piso (1,10 m) e o desnível entre os ambientes (1,0 m). Vidro abaixo de 1,10 m exige vidro de segurança; se o desnível passa de 1,0 m, exige laminado classe 1 no lado interno. Guarda-corpo de vidro é sempre laminado classe 1. ⚠️ Nesta edição o texturizado aramado deixou de ser vidro de segurança. |
| Sanitário acessível NBR 9050 §7 | Em pavimento de uso público ou coletivo, a Tabela 7 pede 5% de cada peça acessível, no mínimo uma por pavimento. O programa mede se algum sanitário do pavimento comporta o giro de 360° (Ø 1,50 m). As demais medidas ficam na busca: transferência 1,20 × 0,80 m, bacia a 0,43–0,46 m, barras de 0,80 m a 0,75 m do piso, porta abrindo para fora. |
| Vagas reservadas NBR 9050 §6.14 | Faixa de circulação de pedestre de 1,20 m, espaço adicional de 1,20 m na vaga reservada e percurso de no máximo 50 m até o acesso. ⚠️ O percentual de vagas não é da norma: a §6.14.3 remete à legislação — confira a do município. |
| Impermeabilização NBR 9575 §6.4 | Caimento de 1% em direção aos coletores (0,5% só em calha e área interna) — verificado na cobertura em laje. Na especificação, lembre do embutimento de 20 cm nos planos verticais e do coletor de DN 75 mm no mínimo. |
| Acústica NBR 15575-4:2025, Tabela 21 | Parede de geminação entre unidades: DnT,w ≥ 45 dB quando há dormitório, 40 dB quando não há. Dormitório × área comum de trânsito: 40 dB. ⚠️ A norma verifica por ensaio em campo na obra entregue — nenhum cálculo em planta atesta desempenho. O programa diz onde a exigência incide e qual o valor, para a parede ser especificada antes de subir. |
| Porta que não abre | A folha de uma porta de giro varre um quarto de círculo do próprio tamanho. Se o ambiente é mais raso que a largura da folha, a porta bate na parede oposta. Sem norma envolvida — é geometria. |
Nem tudo que está no catálogo de verificações tem verificação automática. Hoje o programa não confere os arremates de cobertura da NBR 15575-5 (calha, rufo e pingadeira). A tela Normas de referência mostra em cinza tracejado tudo o que está declarado e não é conferido, justamente para você não supor cobertura que não existe.
E há limites dentro do que é conferido, todos declarados na própria verificação: o programa não sabe o tipo de vidro que você especificou (aponta onde a norma exige, não se foi atendido), não guarda o revestimento de parede por ambiente, não confere colisão de porta com mobiliário, e não atesta desempenho acústico — que só se mede em campo.
O BIM Studio tem uma frente para o ensino, em duas partes: uma bancada aberta para experimentar sistemas de engenharia sem instalar nem cadastrar nada, e uma camada de turmas dentro do app, para o professor acompanhar o que os alunos entregam.
bimstudio.com.br/educacao.htmlUma página pública, sem login: você mexe nos parâmetros de um sistema real e vê, ao vivo, o que a NBR exige — com a conta e a origem de cada número à mostra. A primeira bancada é a de hidráulica (perda de carga por Hazen-Williams, pressão pela NBR 5626): ajuste a vazão, o diâmetro, o comprimento e a altura da caixa, e a bancada diz se a velocidade e a pressão ficam dentro do que a norma pede. Há um 🎯 Desafio (achar a altura mínima de caixa que garante a pressão) e o quadro 📐 De onde vem cada número, com a fórmula e a cláusula. Esgoto (NBR 8160), elétrica (NBR 5410) e estrutura (NBR 6118) são as próximas.
A bancada é ensaio e estudo preliminar — serve para ver a norma responder, não substitui o projeto do responsável técnico. Boa para levar em aula: o link é aberto e não pede cadastro.
Com a conta aberta (o botão pede login), Turmas na barra de cima abre a camada de turma: o professor cria a turma e passa o código; o aluno entra e envia o projeto atual como entrega — tudo sem sair do BIM Studio.
Criar a conta educacional: na tela de entrada, Sou aluno ou professor — conta educacional (ou o link da página de Educação) abre o cadastro. Digite o e-mail da instituição: quando ele é reconhecido, o formulário mostra Criar como conta educacional, já marcado, com o nome da instituição; escolha aluno ou professor, a senha e Criar conta. Em seguida chega nesse e-mail um código de 6 dígitos (vale 15 minutos): digite-o no quadro Conta educacional, em Conta, e Confirmar. É o código que prova que o e-mail é seu — sem ele a conta não vira educacional. Quem já tem conta com e-mail institucional ativa pelo mesmo bloco em Conta. Nos primeiros 30 dias (período de teste) tudo fica liberado sem faixa; depois, vale a conta educacional.
Em Conta, o bloco Conta educacional reconhece o e-mail institucional: qualquer endereço em .edu.br (categoria que o Registro.br reserva a instituições de ensino superior) ou um domínio da base de instituições do programa (federais, estaduais, ITA e IME, PUCs, as privadas grandes e a base aberta de domínios acadêmicos, com subdomínios de aluno). Escolha aluno ou professor e Ativar conta educacional.
Criar conta, calcular, usar a bancada e as turmas é de graça. O que se paga é entregar o arquivo ao cliente (pranchas, IFC, DWG) — a mesma régua do resto do programa. Para dar aula, o caminho inteiro é gratuito.
| Tecla | O que faz |
|---|---|
| Ctrl+K | Busca qualquer ferramenta, comando ou valor de norma pelo nome |
| ? | Lista completa de atalhos do teclado |
| Esc | Cancela a ferramenta em andamento (por exemplo, o 1º ponto de uma cota) |
Não achou o que precisava? Fale com a LIA, a assistente da Mantovani, no WhatsApp. Ela responde na hora e, se for algo que só uma pessoa resolve, passa para a equipe.
Tirar dúvida no WhatsAppO botão 💡 Sugestões, na barra de cima, abre a caixa em que você escreve o que falta, o que está errado ou o que atrapalha. Ela tem quatro modos, e a diferença importa para quem lê do outro lado:
Junto vai, se você deixar marcado, em que tela você estava e a versão do programa — a caixa mostra exatamente o que será enviado. Estando com a conta aberta, o botão 🗂 O que já mandei lista as suas mensagens e a resposta de cada uma (aberta, lida, planejada, feita ou não será feita). Sem conta, basta deixar um e-mail para retorno.
Guardamos a mensagem, o e-mail de retorno e o endereço IP de quem enviou; o IP existe apenas para conter envio automático em massa e nada disso é repassado a terceiros.